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segunda-feira, 22 de junho de 2009

Gabrielli e Seu Passado Obscuro

José Sérgio Gabrielli, o Presidente da Petrobras concedeu uma longa entrevista à Isto é Dinheiro esta semana. Como é de praxe, a entrevista foi puclicada no Blog da Petrobras. Apesar do alarde em torno da tão mal fadada transparência de sua gestão, Gabrielli foi bastante vago quando instado a falar de seu passado. Acompanhe uma parte da entrevista abaixo:

Entrevistador: Fala um pouquinho para gente também do seu papel na criação do PT. O senhor foi da ficha número 15, número 50, como era a sua linha política naquele momento?
Sergio Gabrielli: Eu morei cinco anos fora do Brasil, voltei em 1980.
Entrevistador: Morou exilado?
Sergio Gabrielli – Eu fui expulso da universidade pelo exército. Eu fui jornalista e fui expulso da redação pelo exército, então eu fiquei sem condições de sobreviver(?).
Entrevistador: Mas o senhor foi estudar não é isso?
Sergio Gabrielli: Fui estudar. Eu fiquei sem condições de sobreviver(?). Fiz mestrado aqui no Brasil, terminei em 76, fui demitido dos jornais em 71, fui condenado em 73, cumpri pena…(?)
Entrevistador: Cumpriu pena? Conta um pouco para gente.
Sergio Gabrielli: Fui condenado, cumpri seis meses de prisão.
Entrevistador: Na Bahia?
Sergio Gabrielli: Na Bahia.
Entrevistador: Saiu e depois foi estudar fora?
Sergio Gabrielli: Fui estudar nos Estados Unidos, com bolsa americana. Sem contatos com o Brasil.
Entrevistador: Com bolsa americana?
Sergio Gabrielli: Com bolsa americana.
Entrevistador: Eles não sabiam?
Sergio Gabrielli: Eles sabiam. Tinha cinco anos fora sem vínculos econômicos com o Brasil.
Entrevistador: E quando o senhor voltou?
Sergio Gabrielli: Quando voltei entrei na universidade, voltei a dar aula. Voltei depois da anistia. Lá fora mantive minha militância política, sou militante político antigo.
Entrevistador: Quem eram as suas principais relações na esquerda do PT?
Sergio Gabrielli: Eu fui condenado por ser membro da Ação Popular Marxista-Leninista (APML).
Entrevistador: Teve ação específica? Qual foi?
Sergio Gabrielli: Não teve ação militar.
Entrevistador: A prisão foi com alguma alegação?
Sergio Gabrielli: Algumas vezes. Eu não quero falar sobre isso, mas fui preso várias vezes, foram oito. "Mas eu acho que não é relevante falar sobre isso".
Entrevistador: Mas eu acho importante para um perfil de uma pessoa, dizer o que conhece.
Sergio Gabrielli: Voltei e no início do PT, em 80, conheci o Lula, o Wagner, fazia parte de um grupo fundador do PT, cuja primeira direção foi em 81. Fui diretor em 84, fui candidato a deputado federal em 82.
Entrevistador: Sempre na Bahia?
Sergio Gabrielli: Sempre na Bahia. Depois fui candidato a vice-prefeito em 86 e depois fui candidato a governador em 90.
Entrevistador: E quando o senhor abandonou o Marxismo-Leninismo? Ou ainda não abandonou?
Sergio Gabrielli: Na minha formação teórica eu acho que o Marxismo-Leninismo – Leninismo nem tanto, eu nunca fui muito Leninista – mas o Marxismo é um instrumento teórico interessante. Eu diria que minha formação teórica, como economista, envolve um pouco do “Marx”, que é uma formação eclética. Eu trabalhei muito com desenvolvimento regional e com empresas estatais na minha vida acadêmica. Então minha vida acadêmica envolve uma formação teórica forte sobre teoria econômica, história e desenvolvimento. Portanto é uma formação de economia política. E, do ponto de vista da experiência de gestão, de uma empresa do tamanho da Petrobras, ninguém pode dizer que teve experiência maior do que essa em nenhum lugar do mundo, porque é única. Pelo menos pelo tamanho e a importância dela para a economia local…
Entrevistador – Uma cultura muito forte?
Sergio Gabrielli: Uma cultura forte. Ela é única. Mas iniciei minha vida profissional fazendo projetos, trabalhei muito tempo com assessoria a projeto robusto em gestão. Fui gestor de uma fundação que trabalhava com projetos de apoio a pesquisa e desenvolvimento científico tecnológico. Minha formação, digamos, pré-Petrobras é "teórica".
Entrevistador – O senhor acha que isso vai ser questionado na CPI?
Sergio Gabrielli: Eu acho que vai.
Entrevistador: Porque muitos dizem sobre a ingerência política.
Sergio Gabrielli: Eu diria o seguinte: eu entrei na Petrobras como diretor financeiro, em 2003. A acusação inicial era que um ilustre desconhecido baiano, com todo preconceito que o baiano tem. E eu fui muito ousado. Eu com dois dias como diretor financeiro estava em Nova York, Londres, Tóquio, Milão. Eu fiz no primeiro ano mais de 1.500 reuniões no mercado com investidores.
Entrevistador: Em 2003 quando o senhor assumiu, qual era o valor de mercado? O senhor se lembra mais ou menos?
Sergio Gabrielli: 15 bilhões de dólares. Continuando, então em 2004/2005 eu passei a ser o melhor gestor financeiro do país. Ganhei prêmio de diretor financeiro latino-americano, ganhei prêmio de melhor executivo da área de petróleo ano passado em Londres, fui escolhido o homem do ano em Nova York…
Entrevistador: Ninguém lembrava que o senhor era baiano.
Sergio Gabrielli: Esqueceram que sou baiano.

Omissão da Realidade


Nesta, em outras entrevistas e em várias matérias do blog, Gabrielli passa a idéia de que todo o crescimento da Petrobras nos últimos anos é um mérito exclusivamente seu. Ele se esquece de citar os projetos que encontrou em andamento, inclusive os avançados estudos da área do pré-sal. Gabrielli omite ainda que o crescimento da Petrobrás não é um fenômeno exclusivo da estatal brasileira, mas envolve todas as indústrias petrolíferas do mundo, como é possível observar no gráfico abaixo:

Praticamente todas as empresas petrolíferas do mundo tiveram grande valorização após a invasão do Iraque pelos Estados Unidos em 2001. Os preços das commodities dispararam, elevando o valor de mercado de praticamente todas as companhias do setor. O valor de mercado da Petrobras simplesmente acompanhou a tendência de outras companhias. Há de se considerar ainda que a Petrobrás foi praticamente a única empresa do setor a anunciar a descoberta de grandes reserevas. As outras companhias não podem contar com as expstativas de exoplorar reservas gigantes como as do pré-sal, fato que impactou positivamente no valor de mercado da Petrobras e não apenas a genialidade administrativa "teórica" do Sr. Gabrielli.

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segunda-feira, 8 de junho de 2009

ANJ acusa a Petrobras de tentar intimidar a imprensa

Nota oficial que acaba de ser divulgada pela Associação Nacional dos Jornais:
"A Associação Nacional de Jornais (ANJ) manifesta seu repúdio pela atitude antiética e esquiva com que a Petrobras vem tratando os questionamentos que lhe são dirigidos pelos jornais brasileiros, em particular por O Globo, Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo, que nas últimas semanas publicaram reportagens sobre evidências de irregularidades e de favorecimento político em contratos assinados pela estatal e suas controladas.
"Numa canhestra tentativa de intimidar jornais e jornalistas, a empresa criou um blog no qual divulga as perguntas enviadas à sua assessoria de imprensa pelos jornalistas antes mesmo de publicadas as matérias às quais se referem, numa inaceitável quebra da confidencialidade que deve orientar a relação entre jornalistas e suas fontes.
"Como se não bastasse essa prática contrária aos princípios universais de liberdade de imprensa, os e-mails de resposta da assessoria incluem ameaças de processo no caso de suas informações não receberem um “tratamento adequado”.
"Tal advertência intimidatória, mais que um desrespeito aos profissionais de imprensa, configura uma violação do direito da sociedade a ser livremente informada, pois evidencia uma política de comunicação que visa a tutelar a opinião pública, negando-se ao democrático escrutínio de seus atos".
Júlio César Mesquita, vice-presidente da ANJ e responsável pelo Comitê de Liberdade de Expressão"

Trechos da entrevista de Álvaro Dias para o Programa Roda Viva

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segunda-feira, 1 de junho de 2009

Gabrielli faz ameaças veladas em clima de chantagem ao citar a CPI


Além da pressão do PMDB por cargos na estatal, cobiçados até mesmopelo presidente Lula, é provável que haverá corpo mole por parte da direção da Petrobras em fornecer informações aos membros da CPI. Hoje, em entrevista na Unidade de Negócios da Industrialização do Xisto, em São Mateus do Sul, no sul do Paraná, a cerca de 150 quilômetros de Curitiba, José Sérgio Gabrielli falou em tom de ameaça, lembrando o plano de investimentos da estatal, de U$ 174,4 bilhões até 2013.

"O plano de investimentos atrai várias atenções e esperamos que a iniciativa das investigações sobre fatos determinados não atrapalhe nosso setor de investimentos, esperamos que as iniciativas, particularmente do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), não venham a atrapalhar os investimentos, particularmente no Estado do Paraná".

No mesmo tom, o diretor de Abastecimento da empresa, Paulo Roberto Costa, alertou: "Se parar investimentos vai parar contratos, se parar contratos vai ter demissões". Segundo ele, o País será prejudicado. "Alguém depois vai ter que explicar esses prejuízos", acrescentou Gabrielli, que ainda tentou emitir um alerta aos partidos que recebem doações de empresários investidores da Petrobras ao afirmar que "A continuidade dessa campanha, a permanente presença da Petrobras não mais nas páginas econômicas, mas nas páginas políticas e de denúncias dos jornais, evidentemente vai impactar sobre a reputação da Petrobras", insinuando a insatisfaçãode alguns setores do mercado com a CPI.
As ameaças não são suficientes para impedir o andamento da CPI, mas podem perfeitamente inibir as iniciativas de alguns parlamentares. Gabrielli, Costa, Lula e Dilma sabem muito bem disso. A tática adotada pelo governo consiste em atacar, revelando as armas e artificíos a que podem recorrer em caso de uma investigação mais apurada. A oposição, que assim como Lula também cobiça cargos na estatal, tem dois desafios pela frente: resistir à chantagem da política de investimentos ou resistir à oferta de cargos estratégicos na direção da empresa em troca de fazer vistas grossas à dezena de irregularidades apuradas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público. Fica cada vez mais difícil acreditar que todas as denúncias serão apuradas de fato, em face do pesado jogo de interesse envolvido.

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quarta-feira, 15 de abril de 2009

Arrogãncia de Gabrielli e Dilma Roussef


Apesar da situação gritante da queda do petróleo no mercado externo, o presidente da Petrobrás alegou nesta quinta feira que "quem dita uma possível redução nos preços dos combustíveis é o mercado externo" O que está faltando para que ele e o governo percebam que um barril de petróleo de U$ 147 não é a mesma coisa que um de U$ 48?
Sobre as reivindicações dos caminhoneiros para que baixem o preço do diesel (58% acima da média mundial), Gabrielli afirmou cinicamente que "a Petrobrás não sofre pressão alguma". Será que ele se esqueceu que a Petrobrás detém praticamente o monopólio do refino e distribuição do combustível no país? O presidente da estatal ainda foi arrogante: "não vendemos combustíveis para caminhoneiros, mas sim para as distribuidoras".
Não acabou ainda. Completamente alheio aos interesses do consumidor, Gabrielli ainda faz pouco da inteligência alheia. Segundo ele, "a Petrobrás não reajusta os preços olhando o valor do presente, mas sim do futuro" Será que ele achou uma bola de cristal enquanto perfurava as reservas do pré-sal ou é mesmo pura cara de pau?
Veja a matéria aqui.

Caminhoneiros endividados precisam se humilhar para que o governo lhes garanta um direito legítimo.
Representantes da categoria se reuniram com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, reivindicando uma redução de pelo menos 30% no preço do óleo diesel. "Realmente, o preço do diesel está impactando demais a economia. Já está na hora de a Petrobrás mexer nesse valor", concordou a pré-candidata à presidência, que também é presidente do Conselho da Petrobrás.
Apesar da realidade do mercado, a ministra ainda demonstrou relutância em ceder aos apelos dos caminhoneiros. "Trinta por cento não dá, mas vamos ver o que é possível fazer" Começou a barganhar, apesar de estar cansada de saber que 60% do preço do diesel no Brasil ficam com a Petrobrás e suas distribuidoras. Ainda empurrou mais um pouco a situação com a barriga, a exemplo de Lula e Gabrielli: "Não garanto que seja agora, este mês, mas quem sabe no mês que vem, mas vai ter de mexer nesse preço" completou. Na verdade, o governo pretendia reduzir os preços apenas no ano que vem, visando "lucrar" com os preços altos por mais tempo e depois "lucrar" eleitoralmente com a tardia redução dos preços.
Veja a matéria aqui

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domingo, 5 de abril de 2009

Lula, Lobão e Gabrielli comemoram lucro fácil


Vão continuar empurrando os preços com a barriga!!!

O trio comemora mais uma façanha com o dinheiro do trabalhador (e do desempregado).
Nem mesmo o alto índice de demissões no país parece sensibilizar o governo na questão dos preços dos combustíveis. É sabido o impacto destes preços em toda a cadeia produtiva e que a redução nos preços agora minimizaria bastante os efeitos da crise no mercado interno. Mas o governo prefere manter a política gananciosa do lucro fácil a ter que encarar estes fatos. Parecem não se contentarem com o lucro líquido de R$ 33 bilhões no ano passado, que por sua vez foi 58% maior que o do ano anterior. Apenas os acionistas, o caixa do governo e o caixa da estatal se beneficiam dos resultados da atual política de preços mantida pelo Presidente Lula, o Ministro das Minas e Energia, Edison Lobão e o presidente da Petrobrás, José Sergio Gabrielli. Este anunciou ontem que a estatal não precisará captar U$ 4.5 bilhões que estavam previstos para este ano, por conta da "folga" nos lucros. O negócio tá bom pra eles mesmo. No plano de negócios da companhia, os cálculos de investimentos, custos e financiamentos foram realizados com base em um barril a US$ 37 médios, que, nas contas da estatal, garantiriam fluxo de caixa de US$ 10 bilhões este ano. Enquanto isso, a empresa mantém os preços do ano passado no mercado interno, ignorando a forte queda da commodity, que há absurdos dez meses caiu de U$ 147 para a média dos U$ 40 atuais. Isso sem considerar os custos de produção da estatal, na casa de U$ 14 por barril. Deixar de repassar essa queda para o consumidor parece mesmo um crime. Uma grande covardia para com o trabalhador. Tanto que a pergunta agora não é mais quando a gasolina vai baixar, mas sim quando e como o governo e a Petrobrás pretendem devolver o dinheiro que estão tirando do bolso dos trabalhadores.

Clique aqui para ver a notícia.

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sábado, 4 de abril de 2009

Mar de Lama

A questão dos preços altos dos combustíveis parece estar servindo apenas para desviar o foco de outros graves problemas no governo e na direção da Petrobrás. A começar pelo diretor da Agência Nacional do Petróleo (ANP) Victor Martins, irmão do ministro da Propaganda de Lula, Franklin Martins. O diretor da ANP está sendo investigado pela Polícia Federal como suspeito da chefiar um esquema de desvio de R$ 1.3 bilhões da Petrobrás. Ele e sua esposa são ainda proprietários de uma pequena consultoria em Vitória, E.S, cujo contrato com prefeituras como a de Vila Velha lhe rendeu R$ 270 mil só em 2007. A Análise Consultoria e Desenvolvimento LTDA presta um tipo de serviço interessante: dá dicas de como aumentar recebimento de royalties do petróleo para os municípios e ensina como incluir outros municípios. Será que alguém está se beneficiando de informações privilegiadas? O diretor da ANP apresentou uma conta SC (se colar) de R$ 1.3 milhões em royalties a Petrobrás, sendo que deste total, R$ 260 milhões seriam pagos à sua empresa a titulo de honorários. É bom lembrar que não se sabe como ficou a situação dos treze presos pela PF na Operação águas Profundas, acusados de superfaturar contratos com a Petrobrás. Desta operação surgiram novos indícios de irregularidades, de onde se originou a Operação Royalties, que antes de começar a efetuar as prisões foi desmantelada. Alguns delegados foram promovidos, outros transferidos e não se fala mais nisso.
Clique aqui para ver o SC (se colar).

Enquanto isso, veja no gráfico abaixo a evolução dos preços dos
combustíveis no Brasil, em comparação a Europa e EUA.

Clique na imagem para ampliá-la!

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sexta-feira, 3 de abril de 2009

Fazendo graça por conta da indiferença dos brasileiros.


Os acionistas festejam os lucros, a Petrobrás faz planos com o dinheiro do povo e o governo sustenta o superávit explorando a boa fé do brasileiro. O negócio está tão bom que o presidente resolveu se promover no exterior, à custa do trabalhador. Lula prometeu liberar o dinheiro público para o FMI, para que o fundo possa emprestar a países pobres, para que possam melhorar suas escolas, hospitais e estradas. "Você não acha chique o Brasil emprestar dinheiro para o FMI?", ironizou Lula em entrevista.

Veja aqui.

Apesar da estabilidade nos preços do petróelo estar se mantendo na casa dos U$ 50 o barril, o presidente da Petrobrás José Sergio Gabrielli voltou a descartar a possibilidade de reduzir os preços no mercado interno. O presidente da estatal voltou a alegar que não baixou os preços quando o barril atingiu U$ 140, ignorando que este patamar de preço não durou nem um mês. Por este motivo, afirmou que não vai baixar agora em virtude da "enorme volatilidade".
Enquanto isso, uma alternativa vem sendo estudada, caso a situação se torne insustentável e a Petrobrás seja forçada a rever os preços em virtude da realidade do mercado. O governo avalia a possibilidade de aumentar a CIDE (contribuição de intervenção do domínio econômico). Assim, os preços dos combustíveis permaneceriam do mesmo jeito que estão. Só de pirraça.
Veja aqui.

Acompanhe nos gráficos abaixo a farsa nos argumentos da direção da Petrobrás para os preços no mercado interno e como se comportam os preços no mercado americano.

Comportamento dos preços no mercado interno

Clique na imagem para ampliá-la!

Comportamento dos preços no mercado americano

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segunda-feira, 30 de março de 2009

Mais motivos para baixar o preço da gasolina

Agora é a vez do álcool. Ao contrário da gasolina brasileira, o álcool, como todos os demais produtos, está sujeito às leis de mercado. O produto sofreu uma nova queda nas vendas das usinas paulistas para as distribuidoras de combustíveis na semana passada, forçando uma queda significativa nos preços. Em 26 de fevereiro o álcool hidratado era negociado a R$ 0,8208 o litro, nas operações livres dos impostos. Na semana passada, o preço médio era de R$ 0,5926 o litro, um recuo equivalente a 27,8% no período. Uma queda considerável que impacta positivamente no preço da gasolina,considerando os 25% de álcool misturados ao combustível. Uma ótima notícia para a Petrobrás, que conta ainda com o a estabilidade nas cotações do dólar e petróleo. O consumidor continua sendo explorado pela Petrobrás, que insiste em adiar decisão de baixar os preços dos combustíveis.

Garbrelli e Lula acenam para os consumidores!O governo com as mãos sujas!


Ruim para o comsumidor, bom para os investidores internos e estrangeiros. Num cenário de petróleo barato, álcool barato, dólar estável e gasolina absurdamente cara, não é precciso ser nenhum expert em mercado para deduzir que a Petrobrás está levando muita "vantagem". Os investidores estrangeiros, que não são trouxas, tratam de comprar mais ações. O investidor George Soros é um deles e acaba de aumentar participação na Petrobras, aproveitando a generosidade do governo e do presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli para com os acionistas, em detrimento do consumidor interno. Não é à toa que George Soros se tornu agora o segundo maior detentor de ADRs da Petrobras.


Clique aqui para ver a notícia.

George Soros, clique aqui.

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domingo, 22 de março de 2009

A Estranha Contradição da Petrobrás

Tudo para agradar os investidores e o mercado.

Apenas cinco dias após delcarar publicamente que não pretende repassar a queda da cotação do petróleo para o preço dos combustíveis, alegando haver muita volatilidade no mercado, o presidente da Petrobrás surpreende ao reconhecer que a empresa opera com uma expectativa de que o barril se mantenha numa cotação média de U$ 37 ao longo deste ano. Ou seja, a Petorbrás opera com dois pesos e duas medidas.
"Nossa estimativa de preços futuros é menor que a de todos os bancos. Isso mostra o quanto estamos sendo conservadores", declarou Gabrielli, em coletiva a jornalistas, na qual detalhou o Plano de Negócios 2009-2013.
Em seu detalhamento do Plano de Negócios da estatal, foram mencionadas cifras entre U$ 120 e U$ 150 bilhões gerados pelo caixa da companhia. Ainda de acordo com Gabrielli, "A possibilidade de crescimento acelerado da Petrobras é maior do que das outras empresas, fundamentalmente pelas reservas que possuímos. Por isso, a Petrobras tem que investir para ampliar a capacidade agora", comentou. Talvez estava se referindo à indiferença do brasileiro em relação ao oportunismo da empresa em relação aos preços.
Gabrielli só se esqueceu de comentar que as outras empresas do setor no mundo todo repassaram a queda de preços do petróleo para os consumidores e a Petrobrás não. A empresa continua dando uma de João Sem Braço, vendendo para o mercado interno com base nos preços de U$ 147 de julho do ano passado e não os U$ 40 de hoje.

Veja a matéria clicando aqui

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sábado, 21 de março de 2009

Algo sujo paira no ar

Quem já está familiarizado com as denúncias contra a Petrobrás veiculadas neste blog deve estar se sentindo indignado. Mas o que explicaria o desvirtuamento de uma empresa como a Petrobrás? Que tipo de objetivo teria o governo e a direção da estatal ao permitir que a imagem da empresa sofresse tanto desgaste perante a opinião pública? Ao que parece, este pode ser parte de um processo que visa prejudicar a imagem da Petrobrás aos olhos do povo brasileiro, anbrindo espaço para que a sociedade passe a aceitar a possibilidade de privatização da estatal.
É claro que esta é uma denúncia muito grave. Mas as autoridades representadas na figura do presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva, do presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli e da presidente do Conselho da Petrobrás, a ministra Chefe da Casa Civil, Dilma Roussef parecem não se importar com o desgaste constante na imagem da empresa.
Primeiro, a questão do excesso de enxofre no diesel. Em seguida, a relutãncia em praticar um preço justo para o consumidor interno. Acrescente-se ao declínio da empresa o fato de ter sido excluída do ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial) da Bovespa. De estar Impossibilitada pelo Conar de fazer propaganda se dizendo ambienalmente responsável, e ainda ter se desligado do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social. Tantos pontos negativos corroboram para as suspeitas de que pode haver algo por trás disso tudo. Uma campanha para destruir a reputação da empresa, articulada com o propósito de viabilizar sua privatização num futuro próximo.
O leitor mais atento pode tentar formular um quadro mais consistente sobre as suspeitas que as denúncias aqui veiculadas levantam ao ler um trecho de uma entrevista concedida pelo presidente da Petrobrás ao portal Terra Magazine.

Terra Magazine - O senhor nem se preocupava quando lia sobre isso nos jornais?

José Sergio Gabrielli - Não. Acho que seria um absurdo privatizar a Petrobras. Mas é minha opinião pessoal. As ações não pertencem à direção da Petrobras. Pertencem, 37%, à União, e 63%, a outros acionistas. No mercado financeiro existem movimentos para a privatização. Eu fui diretor financeiro durante 2 anos, fiz, literalmente, centenas de reuniões com o mercado financeiro e ouvi várias propostas aqui. Do mercado, não do governo.

O prório Gabrielli admite ter feito "centenas" de reuniões com o "mercado" e ouvido várias propostas. Será que estas informações não seriam suficientes para acionar um alarme geral na sociedade?

Clique aqui para ler a entrevista completa.

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Agora é oficial

Será você mesmo, comsumidor, quem irá bancar o superávit do governo e os planos de recuperação da Petrobrás. Para tanto, você será forçado a pagar mais caro pela gasolina por um tempo indefinido. Como já foi dito aqui antes, a Petrobrás pretende manter os preços elevados, contrariando as regras de livre mercado. visando bancar um ambicioso plano de investimentos, que só vai favorecer os investidores estrangeiros e nacionais, a direção da estatal acha justificável que a população pague mais esta conta. José Sérgio Gabrielli não quer mais se expor após sua infeliz declaração“se alguém quiser gasolina por um preço melhor, vá comprar lá fora!”. Agora, quem responde sobre os preços é diretor de Abastecimento da companhia, Paulo Roberto Costa, que desconversou. Lula também não quer mais falar publicamente sobre o assunto, após a queda de sua popularidade junto aos eleitores. Deixou a tarefa para Dilma Roussef,que além de Chefe da Casa Civil, segundo cargo de maior importãncia no país, é também presidente do Conselho da Petrobras. Segundo Dilma, baixar preços dos combustíveis "é uma tarefa complicada".

Saiba mais clicando aqui.

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sexta-feira, 20 de março de 2009

A pressão começa a produzir resultados

A edição do blog tem recebido várias manifestções de apoio de jornalistas de todo o país à esta iniciativa. E parece que os primeiros resultados começam a surgir. Somente nesta semana, a questão ganhou a imprensa nacional. Até a Globo foi forçada a pronunciar uma "nota da Petrobrás" no Jornal Nacional. Willian Bonner usou seu tom habitual ao receber uma ordem de última hora e leu a nota em voz solene. Lula tem sido pressionado a falar sobre o assunto, sempre tentando se esquivar. José Sérgio Gabrielli, após sua infeliz declaração na qual insinuou que “se alguém quiser gasolina por um preço melhor, vá comprar lá fora!”, jogou a responsabilidade para cima do diretor de Abastecimento da companhia, Paulo Roberto Costa, que por sua vez, jogou a culpa no governo. Pressionado, Costa declarou: "O que não posso baixar são os impostos, que eu não tenho o domínio, o que eu reduziria é na porta da refinaria".
Vamos continuar a denunciar aqui a negligência da Petrobras para com o consumidor e seus direitos. A indignação da população com a Petrobrás e o governo no tocante à política de preços dos combustíveis têm aumentado, desde o início das denúncias aqui veiculadas. A campanha "BOICOTAR: EU VOU" está apenas no ínício e já começa a produzir resultados. Participe. visite http://boicotar.blogspot.com

Veja aqui mais detalhes

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quarta-feira, 18 de março de 2009

Para um país autosuficiente, Brasil tem a gasolina mais cara do mundo!

Apelando novamente para os gráfico, este espaço prossegue denunciando o abuso de poder do governo e da Petrobrás por imporem mais esta "cota de sacrifício" ao povo brasileiro. Acompanhe abaixo o preço da gasolina no mundo:

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