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segunda-feira, 15 de junho de 2009

Governo subestima inteligência da população.



E com razão. Ao criar dificuldades para a instalação da CPI da Petrobras, o governo conta com a falta de credibilidade que conseguiu impor à alguns meiosde comunicação. O governo conseguiu criar o mito do posicionamento ideológico da mídia, onde classifica qualquer notícia negativa como perseguição política.Os meios de comunicação caíram na armadilha do disse me disse e pecam ao deixar de informar os fatos com clareza e veemência. É possível inclusive que alguns editores considerem que as informações agora são vistas de modo político-partidário e não como simples informações. Notícias de corrupção envolvendo o governo são encaradas como peças de setores da imprensa para atacaro governo e não como "denúncias de corrupção". Notícias favoráveis ao governo são vistas pela oposição como matérias fabricadas por setores da imprensa favoráveis ao governo e não como notícias favoráveis ao governo. Ao invés de estimular os valores da imprensa livre a atuante, o governo endossa a deturpação das atribuições dos meios de comunicação, quando seus representantes, inclusive o presidente da república, repudiam qualquer notícia negativa sobre o governo e atacam publicamente os órgão de imprensa. Parte significativa da população assimilou este tipo de interpretação das notícias. Aproveitando-se desta realidade, o governo, inclusive o presidente Lula, se empenha ao máximo em adiar o início dos trabalhos da CPI da Petrobras. Parte da população concordaque a CPI é apenas uma forma de atingir o governo e seus planos eleitorais. Algumas pessoas não se dão conta de que pode mesmo haver muitas irregularidades na estatal e encaram como normal o temor do governo em permitir que a CPI se instale. Na prática,o que o governo tenta impor ao povo brasileiro é aceitar liberar um suspeito de crimeantes que o mesmo seja investigado, ignorando todos as evidências relativas à suspeição.Qualquer pessoa sensata aceitaria propor investigação sobre algo suspeito, mesmo acreditando na possibilidade de não haver nada de incriminador. A investigação éapenas uma forma de eliminar ou comprovar suspeitas. Ocorre que os meios de comunicaçãono Brasil parecem não conseguir colocar estas informações de forma clara para a população. Parece que os jornalistas preferem assimilar as estratégias do jogo político a revelar com clareza as implicações práticas desse tipo de conduta para apopulação e para o bem do país. Explorando esta caracaterística do que se convencionoua informação no páis nos últimos anos, a Petrobras lançou um blog onde acusa os meios de comunicação de atuarem contra o páis ao divulgar "supostas irregularidades na estatal"Na visão dos dirigentes da estatal, qualquer meio de comunicação que divulgue notíciassobre irregularidades na Petrobras está contra o povo brasileiro, num claro estímuloaos seus leitores a duvidar sempre do que é publicado por alguns setores da imprensa.De acordo com esta visão, não é possível que um cidadão critique o governo, sem que sejasimpatizante da oposição e vice-versa. O governo pretende eliminar o conceito de neutralidadebem intencionada. Falou mal, é oposição e pronto. Pior para o jornalismo, pior para o povo, pior para o Brasil.
Blog da discórdia
Acuada pelo perigo de ver reviradas as suas entranhas e pelo temor que talvez considere justificável! – de que lá se encontrem coisas que não poderiam ser reveladas, a Petrobras montou uma caríssima estratégia para prevenir-se dos efeitos da CPI criada no Senado por iniciativa do paranaense Alvaro Dias. Pôs a trabalhar em regime de exclusividade para este fim uma estrutura de comunicação social que envolve 1.150 pessoas e criou um blog na internet para responder, em tempo real, às suspeitas e fatos apurados na CPI – comissão que, aliás, ainda nem sequer pôde abrir os trabalhos em razão da disputa interna entre governistas interessados no butim de vantagens que ela pode gerar.
Pois bem: a ansiedade demonstrada pela empresa, símbolo nacional e joia da coroa dentre as estatais, levou-a ao ponto de protagonizar um inusitado e teratológico caso de desvio de finalidade da própria estrutura que montou e de desrespeito ao papel da imprensa e às liberdades democráticas.
De fato, ao colocar seu blog no ar pôde-se sentir o quanto a Petrobras desejava controlar o processo de divulgação, pois deu-se ao despropósito de revelar as perguntas que lhe eram encaminhadas pelos veículos de comunicação e seus jornalistas, com suas respectivas respostas, antes mesmo que as matérias jornalísticas que pretendiam produzir fossem publicadas.
Dois aspectos são os mais relevantes nessa estratégia. Primeiro, o de desrespeitar um dos mais singelos valores perseguidos pelos veículos e pelos profissionais de imprensa, qual seja o de produzir reportagens exclusivas. Segundo, pela inominável revelação, pela própria empresa, de que assim agindo teria condições de controlar os conteúdos a serem publicados.
Ditaduras não teriam tido ideia melhor. Elas, as ditaduras, para alcançar o mesmo resultado pretendido pela Petrobras, preferiam postar seus agentes dentro das próprias redações para determinar o que não podia e o que e como podia ser publicado.
Felizmente, a estatal se rendeu ao justo clamor de toda a imprensa nacional e extinguiu o método com que pretendia contrangê-la. Resta agora outra estratégia à Petrobras e ao governo: controlar a própria CPI. Tarefa bem mais fácil.

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segunda-feira, 8 de junho de 2009

ANJ acusa a Petrobras de tentar intimidar a imprensa

Nota oficial que acaba de ser divulgada pela Associação Nacional dos Jornais:
"A Associação Nacional de Jornais (ANJ) manifesta seu repúdio pela atitude antiética e esquiva com que a Petrobras vem tratando os questionamentos que lhe são dirigidos pelos jornais brasileiros, em particular por O Globo, Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo, que nas últimas semanas publicaram reportagens sobre evidências de irregularidades e de favorecimento político em contratos assinados pela estatal e suas controladas.
"Numa canhestra tentativa de intimidar jornais e jornalistas, a empresa criou um blog no qual divulga as perguntas enviadas à sua assessoria de imprensa pelos jornalistas antes mesmo de publicadas as matérias às quais se referem, numa inaceitável quebra da confidencialidade que deve orientar a relação entre jornalistas e suas fontes.
"Como se não bastasse essa prática contrária aos princípios universais de liberdade de imprensa, os e-mails de resposta da assessoria incluem ameaças de processo no caso de suas informações não receberem um “tratamento adequado”.
"Tal advertência intimidatória, mais que um desrespeito aos profissionais de imprensa, configura uma violação do direito da sociedade a ser livremente informada, pois evidencia uma política de comunicação que visa a tutelar a opinião pública, negando-se ao democrático escrutínio de seus atos".
Júlio César Mesquita, vice-presidente da ANJ e responsável pelo Comitê de Liberdade de Expressão"

Trechos da entrevista de Álvaro Dias para o Programa Roda Viva

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sexta-feira, 5 de junho de 2009

Blog da Petrobras Veicula Informações Distorcidas

Começou mal. Uma iniciativa que tinha tudo para reparar a imagem da empresa começa a se revelar mais uma estratégia barata da estatal para ludibriar a opinião pública. Os responsáveis pelo Blog (a própria Petrobras) confirmaram terem recebido muitas perguntas sobre o preço e a qualidade da gasolina no Brasil. Contrariando as expectativas de maior transparência que a iniciativa sugere, a estatal usa o espaço para distorcer informações, visando conquistar a simpatia dos leitores do blog. Veja a matéria abaixo:

"O blog da Petrobras está recebendo muitas perguntas sobre o preço e a qualidade da gasolina brasileira.
A Petrobras gostaria de esclarecer que, no Brasil, vende-se uma mistura de 75% de gasolina e 25% de álcool anidro.
Do preço que pagamos por litro, 17% é do posto, 7% é do álcool, 29% para o *ICMS, 14% de **CIDE + PIS/COFINS e somente 33% é o valor da gasolina.
Em vários outros países a gasolina é mais cara, como Uruguai, Peru, Japão, Inglaterra, Alemanha, Itália, etc. A gasolina da Petrobras é uma das mais baratas do mundo, se considerar o preço vendido na refinaria. A gasolina brasileira equivale às melhores do mercado internacional, sem chumbo e de octanagem 87 na comum e 95 nas Premium.
Veja a matéria aqui

O Blog da Petrobrás perde toda a credibilidade ao divulgar informações distorcidas visando manipular a opinião pública de forma deliberada. Esta falta de credibilidade compromente o restante do conteúdo do Blog, incluisives as respostas aos usuários e órgãos de imprensa.

Preço da gasolina no Brasil

A Estatal subestima a inteligência do leitor quando afirma que a gasolina da Petrobras é uma da mais baratas do mundo, citando apenas uns poucos países onde a gasolina é mais cara. Desde março, houve algumas açterações no mercado mundial. No caso do Brasil, com a queda nas cotações do dólar, o litro da gasolina está em média de U$ 1.32 por exemplo, mantendo praticamente a mesma posição na ranking das gasolinas mais caras do mundo, conforme o gráfico publicado aqui no mês de de março.

Clique na imagem para ampliá-la.

Octanagem
Quase 99% da gasolina consumida no Brasil é da qualidade comum, sem chumbo e de octanagem 87. Este produto é equivalente ao resto das gasolinas comuns comercializadas no terceiro mundo, inferior à comum da europa, de 91 octanas. Já o preço da gasolina Premium da Petrobrás colocaria da gasolina brasileira como A MAIS CARA DO PLANETA mesmo quando comparada a comercializada em Londres ou Tókio. De fato, o Brasil tem a gasolina mais cara do mundo entre os países auto suficientes, conforme ilustra figura abaixo.

Clique na imagem para ampliá-la.

Composição dos preços da gasolina Petrobras.
O Blog da Petrobras usa ainda de má fé ao informar seus leitores sobre a composição dos preços da gasolina no Brasil, quando afirma que 17% do preço da gasolina é do "posto", conforme é possível verificar na matéria. No site oficial da Petrobras, os 17% da composição dos preços da gasolina são referentes a "distribuição (BR distribuidora da Petrobras) e revenda" (veja aqui). Os donos de postos de combustíveis deveriam exigir uma reparação pública quanto à esta informação, que é literalmente inverídica e visa enganar o consumidor.

Em uma única matéria, com poucas linhas, é possível identificar três informações distorcidas. A Petrobras, através de seu Blog, tenta ludibriar o leitor, visando melhorar sua imagem perante a opinião pública de forma pouco honrosa, jogando parte de suas responsabilidades para os donos de postos. Vejam a composição dos preços da gasolina no Brasil.
Clique na imagem para ampliá-la.

O gráfico é da própria Petrobras, referente ao mês de maio de 2009 e pode ser visualizado no site da estatal. No gráfico, o a parcela de 17% é creditada corretamente à distribuição e revendas. Vale lembrar que a Petrobras domina todas as áreas possíveis de atuação. A presença esmagadora da estatal na distribuição se dá por meio da BR, uma de suas principais fontes de receita.

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quinta-feira, 4 de junho de 2009

Petrobras cria blog para se defender de denúncias da CPI


Na quarta-feira (3), a Petrobrás criou na internet “um novo espaço para apresentar fatos e dados, inclusive sobre as questões relativas à Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado Federal”, conforme diz nota da empresa.
Segundo a área de comunicação corporativa da Petrobrás, no endereço www.petrobras.com.br/fatosedados o público vai encontrar informações, números, conteúdos complementares, além de indicação de sites relacionados aos temas. A empresa abre também a possibilidade para comentários e enquetes. A ideia é identificar novos assuntos a serem tratados e conhecer opiniões.
Na nota, a empresa destaca que “a abertura deste canal de comunicação ressalta a atuação socialmente responsável da Petrobras em respeito aos seus públicos e à sociedade, além de reiterar o compromisso da companhia com a transparência”.
Ao invés de refutar comentários feitos no Programa do Jô, a área de comunicação da estatal bem que poderia aproveitar este importante espaço para esclarecer alguns fatos ao público, tais como a captação de U$ 10 bilhões junto ao governo chinês, em troca do fornecimento de 200 mil barris de petróleo por dia durante dez anos. Informar que o acordo equivale ao comprometimento de dez por cento da produção no Brasil e de acordo com especialistas, cada barril sairá por menos de U$ 13, um verdadiro negócio da China. (para os chineses). Seria interessante ainda saber até que ponto este acordo interfere na auto suficiência do país ou quanto petróleo o Brasil terá que importar para garantir o cumprimento deste acordo, ou ainda, a que preço a Petrobrás irá importar petróleo, caso necessário.
A direção da estatal poderia aproveitar o espaço para esclarecer a sua interferência no desenvolvimento do Novo Marco Regulatório que irá determinar as novas regras de exploração das jazidas do pré-sal e revelasse ainda com exatidão qual o montante das reservas descobertas até agora. Uns falam em 70 bilhões de barris, outros em 100 bilhões e há até aqueles que cogitam a possibilidade de haver 200 bilhões de barris. Estes esclarecimentos, entre outros, seriam bem vindos neste momento e poderiam conferir de fato mais transparência à gestão da estatal. Fora isso, os blogs do Paulo Henrique Amorim, do Luiz Nassif, do Azena (vi o mundo), ou mesmo o blog do José Dirceu já são suficientes para defender as falcatruas da estatal. Não precisava gastar dinheiro público com mais esta peça, considerando que o blog é Wordpres, logo, espaço gratuito.

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segunda-feira, 1 de junho de 2009

Gabrielli faz ameaças veladas em clima de chantagem ao citar a CPI


Além da pressão do PMDB por cargos na estatal, cobiçados até mesmopelo presidente Lula, é provável que haverá corpo mole por parte da direção da Petrobras em fornecer informações aos membros da CPI. Hoje, em entrevista na Unidade de Negócios da Industrialização do Xisto, em São Mateus do Sul, no sul do Paraná, a cerca de 150 quilômetros de Curitiba, José Sérgio Gabrielli falou em tom de ameaça, lembrando o plano de investimentos da estatal, de U$ 174,4 bilhões até 2013.

"O plano de investimentos atrai várias atenções e esperamos que a iniciativa das investigações sobre fatos determinados não atrapalhe nosso setor de investimentos, esperamos que as iniciativas, particularmente do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), não venham a atrapalhar os investimentos, particularmente no Estado do Paraná".

No mesmo tom, o diretor de Abastecimento da empresa, Paulo Roberto Costa, alertou: "Se parar investimentos vai parar contratos, se parar contratos vai ter demissões". Segundo ele, o País será prejudicado. "Alguém depois vai ter que explicar esses prejuízos", acrescentou Gabrielli, que ainda tentou emitir um alerta aos partidos que recebem doações de empresários investidores da Petrobras ao afirmar que "A continuidade dessa campanha, a permanente presença da Petrobras não mais nas páginas econômicas, mas nas páginas políticas e de denúncias dos jornais, evidentemente vai impactar sobre a reputação da Petrobras", insinuando a insatisfaçãode alguns setores do mercado com a CPI.
As ameaças não são suficientes para impedir o andamento da CPI, mas podem perfeitamente inibir as iniciativas de alguns parlamentares. Gabrielli, Costa, Lula e Dilma sabem muito bem disso. A tática adotada pelo governo consiste em atacar, revelando as armas e artificíos a que podem recorrer em caso de uma investigação mais apurada. A oposição, que assim como Lula também cobiça cargos na estatal, tem dois desafios pela frente: resistir à chantagem da política de investimentos ou resistir à oferta de cargos estratégicos na direção da empresa em troca de fazer vistas grossas à dezena de irregularidades apuradas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público. Fica cada vez mais difícil acreditar que todas as denúncias serão apuradas de fato, em face do pesado jogo de interesse envolvido.

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quarta-feira, 20 de maio de 2009

O que será apurado na CPI Petrobrás


Eles estão incomodados com a palavra "TRANSPARÊNCIA"

1 - Indício de fraude nas licitações para a reforma de plataforma para a exploração de petróleo, apontada na operação de águas profundas da Polícia Federal;

2 - Graves irregularidades nos contratos de construção de plataformas, apontadas pelo relatório pelo Tribunal de Contas da União;

3 - Indício de superfaturamento na construção da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco, apontada em relatório do Tribunal de Contas da União;

4 - Denúncia de desvio de royalties de petróleo, apontada pela Operação Royalties da Polícia Federal;

5 - Denúncia de fraude do Ministério Público Federal envolvendo pagamentos, acordos e indenizações feitos pela ANP a usineiros;

6 - Denúncia de utilização de artifícios contábeis que resultaram no recolhimento de impostos e contribuições de R4 4,3 bilhões;

7 - Denúncia de irregularidade no uso de verba de patrocínio da estatal para bancar festas no Nordeste.

Não é tudo, mas já é um bom começo.
Ficam de fora questões como as políticas de preços, as relações com os trabalhadores, questões de segurança no trabalho, sobretudo do grande volume de empregados terceirizados, a questão do excesso de enxofre no diesel, entre outros problemas decorrentes ´da má gestão do presidente da estatal e dos representantes do conselho da Petrobrás.
Veja a matéria aqui.

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domingo, 5 de abril de 2009

Lula, Lobão e Gabrielli comemoram lucro fácil


Vão continuar empurrando os preços com a barriga!!!

O trio comemora mais uma façanha com o dinheiro do trabalhador (e do desempregado).
Nem mesmo o alto índice de demissões no país parece sensibilizar o governo na questão dos preços dos combustíveis. É sabido o impacto destes preços em toda a cadeia produtiva e que a redução nos preços agora minimizaria bastante os efeitos da crise no mercado interno. Mas o governo prefere manter a política gananciosa do lucro fácil a ter que encarar estes fatos. Parecem não se contentarem com o lucro líquido de R$ 33 bilhões no ano passado, que por sua vez foi 58% maior que o do ano anterior. Apenas os acionistas, o caixa do governo e o caixa da estatal se beneficiam dos resultados da atual política de preços mantida pelo Presidente Lula, o Ministro das Minas e Energia, Edison Lobão e o presidente da Petrobrás, José Sergio Gabrielli. Este anunciou ontem que a estatal não precisará captar U$ 4.5 bilhões que estavam previstos para este ano, por conta da "folga" nos lucros. O negócio tá bom pra eles mesmo. No plano de negócios da companhia, os cálculos de investimentos, custos e financiamentos foram realizados com base em um barril a US$ 37 médios, que, nas contas da estatal, garantiriam fluxo de caixa de US$ 10 bilhões este ano. Enquanto isso, a empresa mantém os preços do ano passado no mercado interno, ignorando a forte queda da commodity, que há absurdos dez meses caiu de U$ 147 para a média dos U$ 40 atuais. Isso sem considerar os custos de produção da estatal, na casa de U$ 14 por barril. Deixar de repassar essa queda para o consumidor parece mesmo um crime. Uma grande covardia para com o trabalhador. Tanto que a pergunta agora não é mais quando a gasolina vai baixar, mas sim quando e como o governo e a Petrobrás pretendem devolver o dinheiro que estão tirando do bolso dos trabalhadores.

Clique aqui para ver a notícia.

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sábado, 4 de abril de 2009

Mar de Lama

A questão dos preços altos dos combustíveis parece estar servindo apenas para desviar o foco de outros graves problemas no governo e na direção da Petrobrás. A começar pelo diretor da Agência Nacional do Petróleo (ANP) Victor Martins, irmão do ministro da Propaganda de Lula, Franklin Martins. O diretor da ANP está sendo investigado pela Polícia Federal como suspeito da chefiar um esquema de desvio de R$ 1.3 bilhões da Petrobrás. Ele e sua esposa são ainda proprietários de uma pequena consultoria em Vitória, E.S, cujo contrato com prefeituras como a de Vila Velha lhe rendeu R$ 270 mil só em 2007. A Análise Consultoria e Desenvolvimento LTDA presta um tipo de serviço interessante: dá dicas de como aumentar recebimento de royalties do petróleo para os municípios e ensina como incluir outros municípios. Será que alguém está se beneficiando de informações privilegiadas? O diretor da ANP apresentou uma conta SC (se colar) de R$ 1.3 milhões em royalties a Petrobrás, sendo que deste total, R$ 260 milhões seriam pagos à sua empresa a titulo de honorários. É bom lembrar que não se sabe como ficou a situação dos treze presos pela PF na Operação águas Profundas, acusados de superfaturar contratos com a Petrobrás. Desta operação surgiram novos indícios de irregularidades, de onde se originou a Operação Royalties, que antes de começar a efetuar as prisões foi desmantelada. Alguns delegados foram promovidos, outros transferidos e não se fala mais nisso.
Clique aqui para ver o SC (se colar).

Enquanto isso, veja no gráfico abaixo a evolução dos preços dos
combustíveis no Brasil, em comparação a Europa e EUA.

Clique na imagem para ampliá-la!

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sexta-feira, 3 de abril de 2009

Fazendo graça por conta da indiferença dos brasileiros.


Os acionistas festejam os lucros, a Petrobrás faz planos com o dinheiro do povo e o governo sustenta o superávit explorando a boa fé do brasileiro. O negócio está tão bom que o presidente resolveu se promover no exterior, à custa do trabalhador. Lula prometeu liberar o dinheiro público para o FMI, para que o fundo possa emprestar a países pobres, para que possam melhorar suas escolas, hospitais e estradas. "Você não acha chique o Brasil emprestar dinheiro para o FMI?", ironizou Lula em entrevista.

Veja aqui.

Apesar da estabilidade nos preços do petróelo estar se mantendo na casa dos U$ 50 o barril, o presidente da Petrobrás José Sergio Gabrielli voltou a descartar a possibilidade de reduzir os preços no mercado interno. O presidente da estatal voltou a alegar que não baixou os preços quando o barril atingiu U$ 140, ignorando que este patamar de preço não durou nem um mês. Por este motivo, afirmou que não vai baixar agora em virtude da "enorme volatilidade".
Enquanto isso, uma alternativa vem sendo estudada, caso a situação se torne insustentável e a Petrobrás seja forçada a rever os preços em virtude da realidade do mercado. O governo avalia a possibilidade de aumentar a CIDE (contribuição de intervenção do domínio econômico). Assim, os preços dos combustíveis permaneceriam do mesmo jeito que estão. Só de pirraça.
Veja aqui.

Acompanhe nos gráficos abaixo a farsa nos argumentos da direção da Petrobrás para os preços no mercado interno e como se comportam os preços no mercado americano.

Comportamento dos preços no mercado interno

Clique na imagem para ampliá-la!

Comportamento dos preços no mercado americano

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domingo, 22 de março de 2009

A Estranha Contradição da Petrobrás

Tudo para agradar os investidores e o mercado.

Apenas cinco dias após delcarar publicamente que não pretende repassar a queda da cotação do petróleo para o preço dos combustíveis, alegando haver muita volatilidade no mercado, o presidente da Petrobrás surpreende ao reconhecer que a empresa opera com uma expectativa de que o barril se mantenha numa cotação média de U$ 37 ao longo deste ano. Ou seja, a Petorbrás opera com dois pesos e duas medidas.
"Nossa estimativa de preços futuros é menor que a de todos os bancos. Isso mostra o quanto estamos sendo conservadores", declarou Gabrielli, em coletiva a jornalistas, na qual detalhou o Plano de Negócios 2009-2013.
Em seu detalhamento do Plano de Negócios da estatal, foram mencionadas cifras entre U$ 120 e U$ 150 bilhões gerados pelo caixa da companhia. Ainda de acordo com Gabrielli, "A possibilidade de crescimento acelerado da Petrobras é maior do que das outras empresas, fundamentalmente pelas reservas que possuímos. Por isso, a Petrobras tem que investir para ampliar a capacidade agora", comentou. Talvez estava se referindo à indiferença do brasileiro em relação ao oportunismo da empresa em relação aos preços.
Gabrielli só se esqueceu de comentar que as outras empresas do setor no mundo todo repassaram a queda de preços do petróleo para os consumidores e a Petrobrás não. A empresa continua dando uma de João Sem Braço, vendendo para o mercado interno com base nos preços de U$ 147 de julho do ano passado e não os U$ 40 de hoje.

Veja a matéria clicando aqui

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sábado, 21 de março de 2009

Algo sujo paira no ar

Quem já está familiarizado com as denúncias contra a Petrobrás veiculadas neste blog deve estar se sentindo indignado. Mas o que explicaria o desvirtuamento de uma empresa como a Petrobrás? Que tipo de objetivo teria o governo e a direção da estatal ao permitir que a imagem da empresa sofresse tanto desgaste perante a opinião pública? Ao que parece, este pode ser parte de um processo que visa prejudicar a imagem da Petrobrás aos olhos do povo brasileiro, anbrindo espaço para que a sociedade passe a aceitar a possibilidade de privatização da estatal.
É claro que esta é uma denúncia muito grave. Mas as autoridades representadas na figura do presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva, do presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli e da presidente do Conselho da Petrobrás, a ministra Chefe da Casa Civil, Dilma Roussef parecem não se importar com o desgaste constante na imagem da empresa.
Primeiro, a questão do excesso de enxofre no diesel. Em seguida, a relutãncia em praticar um preço justo para o consumidor interno. Acrescente-se ao declínio da empresa o fato de ter sido excluída do ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial) da Bovespa. De estar Impossibilitada pelo Conar de fazer propaganda se dizendo ambienalmente responsável, e ainda ter se desligado do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social. Tantos pontos negativos corroboram para as suspeitas de que pode haver algo por trás disso tudo. Uma campanha para destruir a reputação da empresa, articulada com o propósito de viabilizar sua privatização num futuro próximo.
O leitor mais atento pode tentar formular um quadro mais consistente sobre as suspeitas que as denúncias aqui veiculadas levantam ao ler um trecho de uma entrevista concedida pelo presidente da Petrobrás ao portal Terra Magazine.

Terra Magazine - O senhor nem se preocupava quando lia sobre isso nos jornais?

José Sergio Gabrielli - Não. Acho que seria um absurdo privatizar a Petrobras. Mas é minha opinião pessoal. As ações não pertencem à direção da Petrobras. Pertencem, 37%, à União, e 63%, a outros acionistas. No mercado financeiro existem movimentos para a privatização. Eu fui diretor financeiro durante 2 anos, fiz, literalmente, centenas de reuniões com o mercado financeiro e ouvi várias propostas aqui. Do mercado, não do governo.

O prório Gabrielli admite ter feito "centenas" de reuniões com o "mercado" e ouvido várias propostas. Será que estas informações não seriam suficientes para acionar um alarme geral na sociedade?

Clique aqui para ler a entrevista completa.

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Agora é oficial

Será você mesmo, comsumidor, quem irá bancar o superávit do governo e os planos de recuperação da Petrobrás. Para tanto, você será forçado a pagar mais caro pela gasolina por um tempo indefinido. Como já foi dito aqui antes, a Petrobrás pretende manter os preços elevados, contrariando as regras de livre mercado. visando bancar um ambicioso plano de investimentos, que só vai favorecer os investidores estrangeiros e nacionais, a direção da estatal acha justificável que a população pague mais esta conta. José Sérgio Gabrielli não quer mais se expor após sua infeliz declaração“se alguém quiser gasolina por um preço melhor, vá comprar lá fora!”. Agora, quem responde sobre os preços é diretor de Abastecimento da companhia, Paulo Roberto Costa, que desconversou. Lula também não quer mais falar publicamente sobre o assunto, após a queda de sua popularidade junto aos eleitores. Deixou a tarefa para Dilma Roussef,que além de Chefe da Casa Civil, segundo cargo de maior importãncia no país, é também presidente do Conselho da Petrobras. Segundo Dilma, baixar preços dos combustíveis "é uma tarefa complicada".

Saiba mais clicando aqui.

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sexta-feira, 20 de março de 2009

A pressão começa a produzir resultados

A edição do blog tem recebido várias manifestções de apoio de jornalistas de todo o país à esta iniciativa. E parece que os primeiros resultados começam a surgir. Somente nesta semana, a questão ganhou a imprensa nacional. Até a Globo foi forçada a pronunciar uma "nota da Petrobrás" no Jornal Nacional. Willian Bonner usou seu tom habitual ao receber uma ordem de última hora e leu a nota em voz solene. Lula tem sido pressionado a falar sobre o assunto, sempre tentando se esquivar. José Sérgio Gabrielli, após sua infeliz declaração na qual insinuou que “se alguém quiser gasolina por um preço melhor, vá comprar lá fora!”, jogou a responsabilidade para cima do diretor de Abastecimento da companhia, Paulo Roberto Costa, que por sua vez, jogou a culpa no governo. Pressionado, Costa declarou: "O que não posso baixar são os impostos, que eu não tenho o domínio, o que eu reduziria é na porta da refinaria".
Vamos continuar a denunciar aqui a negligência da Petrobras para com o consumidor e seus direitos. A indignação da população com a Petrobrás e o governo no tocante à política de preços dos combustíveis têm aumentado, desde o início das denúncias aqui veiculadas. A campanha "BOICOTAR: EU VOU" está apenas no ínício e já começa a produzir resultados. Participe. visite http://boicotar.blogspot.com

Veja aqui mais detalhes

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quarta-feira, 18 de março de 2009

O que disse o presidente Lula e o presidente da Petrobrás, José Sergio Gabrielli sobre a necessidade de queda nos preços da gasolina

As declarações foram feitas hoje, 18 de março, nove meses após a queda histórica do preço do barril no mercado externo.

O que disse o presidente Lula: "A Petrobras tem uma contribuição enorme para o superávit primário", afirmou o presidente, justificando a importância da análise dos impactos financeiros para a estatal de uma redução no preço dos combustíveis.
O Presidente vê como natural o fato de o consumidor arcar com esta responsabilidade do governo. Ao mesmo tempo, admite com suas palavras que não há regras de livre mercado no Brasil quando o assunto é a Petrobrás. De mesmo modo, em nosso país o petróleo não é mais visto como uma commodities que tem seu preço regulado pela cotação no mercado mundial, tal como o aço, o trigo, a soja, etc.
Na mesma ocasião, o presidente da Petrobrás sinalizou que não haverá redução de preços no curto prazo, embora reconheça que os preços cobrados pela gasolina e pelo diesel no Brasil estejam bem acima dos preços médios vigentes no mercado externo.
O que disse José Sérgio Gabrielli: "Se o preço nacional está muito caro, a lei permite a importação de combustíveis por outras distribuidoras". "O mercado brasileiro é aberto e tem mais de 250 distribuidoras que podem importar quando quiserem", afirmou arrogantemente, contando com a tradicional indiferença da população em relação aos seus direitos. Ou seja: se quer gasolina ou deisel barato, vão comprar lá fora!

Veja a matéria completa aqui:

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Para um país autosuficiente, Brasil tem a gasolina mais cara do mundo!

Apelando novamente para os gráfico, este espaço prossegue denunciando o abuso de poder do governo e da Petrobrás por imporem mais esta "cota de sacrifício" ao povo brasileiro. Acompanhe abaixo o preço da gasolina no mundo:

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