Mostrando postagens com marcador ações petrobrás. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ações petrobrás. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Petorbras e os Manos



“Duas empresas de fundo de quintal receberam
8,2 milhões de reais da Petrobras, em 102 contratos”


O hip hop da Petrobras é de MV Bill. Ele canta: “Sou rapper bem! Sou aliado dos manos”. Eu pergunto: quais manos? Algumas semanas atrás, a CPI da Petrobras recebeu uma planilha contendo os contratos assinados pelo departamento de marketing da empresa. Os contratos cobriam só um ano: 2008. E cobriam só uma área da empresa: a área de abastecimento, que até abril deste ano era chefiada pelo petista baiano Geovane de Morais, nomeado por outro petista baiano, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli.


Uma das empresas incluídas na planilha encaminhada à CPI despertou meu interesse: R.A. Brandão Produções Artísticas. Em 2008, ela ganhou mais de 4,5 milhões de reais da Petrobras, em 53 contratos. Ela fez de tudo: de cartilha sobre o meio ambiente (98 000 reais) até bufê em obras de terraplanagem (21 000); de dicionário de personalidades da história do Brasil (146 000) até “design ecológico em produtos sociais” (150 000).


MV Bill, o “aliado dos manos”, surgiu nesse momento. Em 2007, ele publicou Falcão: Mulheres e o Tráfico, editado pela Objetiva. O livro é assinado também por Celso Athayde, seu empresário e seu parceiro numa ONG: a Central Única das Favelas – Cufa. A particularidade do livro é a seguinte: seus direitos autorais, em vez de pertencerem a MV Bill e a Celso Athayde, pertencem à fornecedora da Petrobras, a R.A. Brandão Produções Artísticas.


Perguntei a Roberto Feith, da Objetiva, o que MV Bill tinha a ver com a empresa contratada pela Petrobras. Ele se negou a responder. Uma repórter de VEJA fez a mesma pergunta à assessoria de MV Bill, que atribuiu a Celso Athayde a responsabilidade integral pelo projeto do livro. Celso Athayde, por sua vez, ao ser indagado desligou o telefone. Como canta MV Bill, em Como Sobreviver na Favela: “A terceira ordem é boca fechada, que não entra mosca e também não entra bala”.


A R.A. Brandão Produções Artísticas está registrada em nome de Raphael de Almeida Brandão. Ele tem 27 anos. O capital da empresa, segundo a Junta Comercial, é de 5 000 reais. Como uma empresa dessas, de fundo de quintal, conseguiu ganhar 4,5 milhões de reais da Petrobras é uma pergunta que tem de ser respondida pela CPI. Trata-se de uma empresa de fachada? Ela é controlada por MV Bill e Celso Athayde? Ela realmente recebeu pelos direitos autorais de Falcão: Mulheres e o Tráfico ou limitou-se a fornecer notas frias aos seus autores? Nesse caso, ela forneceu notas frias aos “manos” da Petrobras?


Mas há um fato ainda mais escabroso. A R.A. Brandão Produções Artísticas está sediada na casa de Raphael de Almeida Brandão. No mesmo local está sediada também uma segunda empresa: a Guanumbi Promoções. De acordo com os documentos da CPI, a Guanumbi Promoções recebeu – epa! – 3,7 milhões de reais da Petrobras. Somando as duas empresas, portanto, foram mais de 8,2 milhões de reais, em 102 contratos. Na maioria das vezes, elas emitiram notas para os mesmos eventos, com as mesmas datas. Foi assim no caso de uma festa em Mossoró, no Rio Grande do Norte, de um evento de Fórmula Indy, em Indianápolis, e de um agenciamento do Hotel Blue Tree, para a Fórmula 1, em que uma empresa faturou 159 000 reais e a outra faturou
146 000 reais.


MV Bill sabe como sobreviver na favela. Ele sabe melhor ainda como sobreviver na Petrobras.


Por Diogo Mainardi

Continue lendo...

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

CPI da Petrobras tem primeira reunião


O relator da CPI, o governista Romero Jucá, PMDB RR não pretende recorrer a convocação de testemunhas. Irá apenas convidar as pessoas a depor, o desobriga o depoente a comparecer ou mesmo depor sob juramento. De acordo com o requerimento, caberá à comissão apurar:

1 - Indício de fraude nas licitações para a reforma de plataforma para a exploração de petróleo, apontada na operação de águas profundas da Polícia Federal;

2 - Graves irregularidades nos contratos de construção de plataformas, apontadas pelo relatório pelo Tribunal de Contas da União;

3 - Indício de superfaturamento na construção da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco, apontada em relatório do Tribunal de Contas da União;

4 - Denúncia de desvio de royalties de petróleo, apontada pela Operação Royalties da Polícia Federal;

5 - Denúncia de fraude do Ministério Público Federal envolvendo pagamentos, acordos e indenizações feitos pela ANP a usineiros;

6 - Denúncia de utilização de artifícios contábeis que resultaram no recolhimento de impostos e contribuições de R4 4,3 bilhões;

7 - Denúncia de irregularidade no uso de verba de patrocínio da estatal para bancar festas no Nordeste.




Tropa de choque.




Com maioria expressiva na CPI (oito do total de 11 votos), os líderes governistas colocaram em campo a tropa de choque para dificultar as investigações. Uma das estratégias da base aliada para embaralhar o trabalho da comissão é propor que as apurações sobre a Petrobras retrocedam ao governo de Fernando Henrique Cardoso.

TCU e a estatal

Uma investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) aponta que a Petrobras, protegida por um regulamento próprio, tem usado com frequência contratos turbinados por termos aditivos que elevam custos de obras e serviços da estatal.

Mesmo quando não há aditivos, há estouros de orçamento de mais de 50% dos valores iniciais programados. É o que acontece com um gasoduto e uma plataforma, orçados em R$ 1,8 bilhão, cujo custo já chega a R$ 3,6 bilhões, revelou reportagem do Estado.

O aditivo é uma espécie de anexo ao contrato original. Pode ser usado para multiplicar os valores de obras e serviços e, assim, engordar os pagamentos às empreiteiras contratadas pela estatal, muitas delas sem licitação.

Petrobras e o governo FHC

Com ampla maioria na CPI, o governo deixou claro que vai para o enfrentamento com a oposição: indicou sua tropa de choque para participar das investigações e blindar a Petrobras e, agora, faz ameaças.

Acho que temos de ir no passado da Petrobras e investigar coisas como o acidente da plataforma P-36, gestores da estatal durante o governo Fernando Henrique, além de outros acidentes graves que ocorreram", afirmou João Pedro.

Em 2001, a plataforma P-36, na bacia de Campos (RJ), afundou após três explosões, deixando 11 mortos.

Requerimentos e Fundação Sarney

A CPI da Petrobras recebeu 84 requerimentos em dois dias de atividade. O levantamento é da secretaria que cuida do funcionamento das CPIs no Senado. Entre os requerimentos está o do vice-líder do PSDB, Álvaro Dias (PR), que pede ao ministro da Cultura, Juca Ferreira, o envio de cópias de todas as prestações de contas da Fundação José Sarney que dizem respeito às ações financiadas pela estatal. As denúncias, reveladas em reportagem do Estado, mostram que a entidade teria feito uso irregular de recurso repassado pela Petrobras à fundação em 2005.

A Fundação José Sarney teria desviado R$ 500 mil da verba de R$ 1,3 milhão recebida da Petrobras, a título de patrocínio cultural, para empresas fantasmas. "Não seria desviar o foco, seria ampliar o leque para providências", afirmou o autor do requerimento da CPI, senador Álvaro Dias (PSDB-PR), ao estadao.com.br.

No entanto, o senador acredita que o caso seja apurado antes no Conselho de Ética, instalado nesta terça-feira também. "Assunto estará na CPI mas antes estará no conselho de Ética. Hoje solicitei documentos da própria fundação e ao Ministério da Cultura. Hoje um grande número de brasileiros sabe que há irregularidades na Petrobras e vamos alargar isto", defende.

Segundo reportagem do Estado, do total de R$ 1,3 milhão repassado pela estatal, pelo menos R$ 500 mil foram parar em contas de empresas prestadoras de serviço com endereços fictícios em São Luís (MA) e até em uma conta paralela que nada tem a ver com o projeto. Uma parcela do dinheiro, R$ 30 mil, foi para a TV Mirante e duas emissoras de rádio, a Mirante AM e a Mirante FM, de propriedade da família Sarney, a título de veiculação de comerciais sobre o projeto fictício.

Pré-sal imune

O diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella, negou que a CPI irá atrapalhar os investimentos da empresa, principalmente na exploração da camada do pré-sal, localizada abaixo do leito marinho.

Continue lendo...

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Gabrielli: contando com a impunidade


Contando com o jogo sujo da base aliada que lança mão de expedientes pouco nobres para adiar o começo da CPI da Petrobras, o presidente da estatal, José Sergio Gabrielli insiste em desafiar o bom senso da população. Mesmo após a série de denúncias de fraudes em licitações, superfaturamento de obras, irregularidades no uso de verbas e desvio de royalties, o presidente da estatal desfila sua arrogância diante dos fatos.

A descoberta de que os integrantes da cúpula da empresa receberiam supersalários, segundo reportagem do Correio Braziliense não diminuiu sua insesatez. Apesar da nova denúncia, a CPI que investigaria esta e outras possíveis irregularidades não deve ser instalada novamente esta semana graças às manobras do governo.

Os diretores e o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, receberam uma soma de R$ 710 mil em 2007, o que corresponde a uma média mensal de salário de R$ 60 mil. Segundo o jornal, os dados foram obtidos numa documentação enviada pela Petrobras ao Ministério da Previdência e à Receita Federal.
“Até o Estadão entrou nessa matéria muito ridícula, porque ela é uma matéria que não tem fato novo nenhum, porque inclusive a divulgação disso é da nossa própria assembléia geral, que é pública. A informação refere-se à remuneração dos dirigentes da Companhia de forma bastante truncada, envolve um claro indício de crime de quebra de sigilo fiscal, porque, aparentemente, o repórter que fez a matéria para o Correio Braziliense obteve de forma fraudulenta informações fiscais que são protegidas pelo sigilo fiscal. Dessa maneira, portanto, de um lado ela é evidência de um crime. De outro lado, do ponto de vista dos valores, são bastante “modestos” comparados com empresas do mesmo tamanho” Declarou Gabrielli sobre a divulgação dos supersalários dos apadrinhados políticos em altos cargos na estatal.
“Você torna mais vulnerável os profissionais da Companhia às atrações de mercado. Como é que nós evitamos isso? Como é que nós deixamos de perder talentos? Nós temos a política de retenção de talentos” Complementou, esquecendo-se de acrescentar que os executivos do mercado recebem altos salários por mérito e não por apadrinhamento político.

O reajuste de até 90% para a diretoria executiva da Petrobras foi autorizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, entre 2003 e 2007. A diretoria da estatal é formada majoritariamente por “talentos” da base aliada ao governo: PT e PMDB. Indicado pelo PT, o diretor de Operações e Exploração da empresa, Guilherme de Oliveira Estrella, por exemplo, teve seu salário aumentado em quase duas vezes em quatro anos: de R$ 368.711,36 em 2003, para R$ 701.764,79, em 2007. De lá pra cá, não se sabe a que ponto esses abusos podem ter chegado.

Apesar da legalidade da ação, o senador e autor do requerimento de criação da CPI da Petrobras, Alvaro Dias (PSDB-PR), afirmou: “nós não estamos discutindo a legalidade: nós estamos questionando a moralidade”.
Subestimando a inteligência da população, Gabrielli alegou que diante da falta de fatos determinados para investigar, senadores estariam apelando para "fatos artificiais" armados em combinação com a imprensa, ou a "coscuvilhices" (mexericos), palavra que incorporou definitivamente ao seu vocabulário. A seguir, fez uma ameaça velada: "Estamos preparados para um vale-tudo". E acrescentou: "O ataque também faz parte da defesa". Na mesma entrevista, prometeu processar o jornalista que vazou matéria sobre os altos salários dos apadrinhados políticos da estatal:
José Sergio Gabrielli: "A fonte ele não revela. Nós não podemos. A matéria é assinada. A suíte que foi feita hoje pelo Sr. Amauri Ribeiro Júnior repete esse crime, ele assume que houve uma quebra de sigilo fiscal, porque ele tem documentos enviados à Receita Federal. Está explícito, assinado, a matéria é assinada por ele. Ele está assumindo um crime. Não pode ficar impune uma coisa dessas"...
A reação veio rápida. "Essa arrogância do Gabrielli esconde medo", disse o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM). Líder do PTB e vice-líder do governo no Senado, Gim Argello (DF), um dos articuladores do movimento para barrar a CPI, ficou desconsolado com a entrevista. "Não vejo necessidade em bater no Congresso. Não vejo parlamentares com intenção de detonar a Petrobras", observou.

Continue lendo...

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Gabrielli e Seu Passado Obscuro

José Sérgio Gabrielli, o Presidente da Petrobras concedeu uma longa entrevista à Isto é Dinheiro esta semana. Como é de praxe, a entrevista foi puclicada no Blog da Petrobras. Apesar do alarde em torno da tão mal fadada transparência de sua gestão, Gabrielli foi bastante vago quando instado a falar de seu passado. Acompanhe uma parte da entrevista abaixo:

Entrevistador: Fala um pouquinho para gente também do seu papel na criação do PT. O senhor foi da ficha número 15, número 50, como era a sua linha política naquele momento?
Sergio Gabrielli: Eu morei cinco anos fora do Brasil, voltei em 1980.
Entrevistador: Morou exilado?
Sergio Gabrielli – Eu fui expulso da universidade pelo exército. Eu fui jornalista e fui expulso da redação pelo exército, então eu fiquei sem condições de sobreviver(?).
Entrevistador: Mas o senhor foi estudar não é isso?
Sergio Gabrielli: Fui estudar. Eu fiquei sem condições de sobreviver(?). Fiz mestrado aqui no Brasil, terminei em 76, fui demitido dos jornais em 71, fui condenado em 73, cumpri pena…(?)
Entrevistador: Cumpriu pena? Conta um pouco para gente.
Sergio Gabrielli: Fui condenado, cumpri seis meses de prisão.
Entrevistador: Na Bahia?
Sergio Gabrielli: Na Bahia.
Entrevistador: Saiu e depois foi estudar fora?
Sergio Gabrielli: Fui estudar nos Estados Unidos, com bolsa americana. Sem contatos com o Brasil.
Entrevistador: Com bolsa americana?
Sergio Gabrielli: Com bolsa americana.
Entrevistador: Eles não sabiam?
Sergio Gabrielli: Eles sabiam. Tinha cinco anos fora sem vínculos econômicos com o Brasil.
Entrevistador: E quando o senhor voltou?
Sergio Gabrielli: Quando voltei entrei na universidade, voltei a dar aula. Voltei depois da anistia. Lá fora mantive minha militância política, sou militante político antigo.
Entrevistador: Quem eram as suas principais relações na esquerda do PT?
Sergio Gabrielli: Eu fui condenado por ser membro da Ação Popular Marxista-Leninista (APML).
Entrevistador: Teve ação específica? Qual foi?
Sergio Gabrielli: Não teve ação militar.
Entrevistador: A prisão foi com alguma alegação?
Sergio Gabrielli: Algumas vezes. Eu não quero falar sobre isso, mas fui preso várias vezes, foram oito. "Mas eu acho que não é relevante falar sobre isso".
Entrevistador: Mas eu acho importante para um perfil de uma pessoa, dizer o que conhece.
Sergio Gabrielli: Voltei e no início do PT, em 80, conheci o Lula, o Wagner, fazia parte de um grupo fundador do PT, cuja primeira direção foi em 81. Fui diretor em 84, fui candidato a deputado federal em 82.
Entrevistador: Sempre na Bahia?
Sergio Gabrielli: Sempre na Bahia. Depois fui candidato a vice-prefeito em 86 e depois fui candidato a governador em 90.
Entrevistador: E quando o senhor abandonou o Marxismo-Leninismo? Ou ainda não abandonou?
Sergio Gabrielli: Na minha formação teórica eu acho que o Marxismo-Leninismo – Leninismo nem tanto, eu nunca fui muito Leninista – mas o Marxismo é um instrumento teórico interessante. Eu diria que minha formação teórica, como economista, envolve um pouco do “Marx”, que é uma formação eclética. Eu trabalhei muito com desenvolvimento regional e com empresas estatais na minha vida acadêmica. Então minha vida acadêmica envolve uma formação teórica forte sobre teoria econômica, história e desenvolvimento. Portanto é uma formação de economia política. E, do ponto de vista da experiência de gestão, de uma empresa do tamanho da Petrobras, ninguém pode dizer que teve experiência maior do que essa em nenhum lugar do mundo, porque é única. Pelo menos pelo tamanho e a importância dela para a economia local…
Entrevistador – Uma cultura muito forte?
Sergio Gabrielli: Uma cultura forte. Ela é única. Mas iniciei minha vida profissional fazendo projetos, trabalhei muito tempo com assessoria a projeto robusto em gestão. Fui gestor de uma fundação que trabalhava com projetos de apoio a pesquisa e desenvolvimento científico tecnológico. Minha formação, digamos, pré-Petrobras é "teórica".
Entrevistador – O senhor acha que isso vai ser questionado na CPI?
Sergio Gabrielli: Eu acho que vai.
Entrevistador: Porque muitos dizem sobre a ingerência política.
Sergio Gabrielli: Eu diria o seguinte: eu entrei na Petrobras como diretor financeiro, em 2003. A acusação inicial era que um ilustre desconhecido baiano, com todo preconceito que o baiano tem. E eu fui muito ousado. Eu com dois dias como diretor financeiro estava em Nova York, Londres, Tóquio, Milão. Eu fiz no primeiro ano mais de 1.500 reuniões no mercado com investidores.
Entrevistador: Em 2003 quando o senhor assumiu, qual era o valor de mercado? O senhor se lembra mais ou menos?
Sergio Gabrielli: 15 bilhões de dólares. Continuando, então em 2004/2005 eu passei a ser o melhor gestor financeiro do país. Ganhei prêmio de diretor financeiro latino-americano, ganhei prêmio de melhor executivo da área de petróleo ano passado em Londres, fui escolhido o homem do ano em Nova York…
Entrevistador: Ninguém lembrava que o senhor era baiano.
Sergio Gabrielli: Esqueceram que sou baiano.

Omissão da Realidade


Nesta, em outras entrevistas e em várias matérias do blog, Gabrielli passa a idéia de que todo o crescimento da Petrobras nos últimos anos é um mérito exclusivamente seu. Ele se esquece de citar os projetos que encontrou em andamento, inclusive os avançados estudos da área do pré-sal. Gabrielli omite ainda que o crescimento da Petrobrás não é um fenômeno exclusivo da estatal brasileira, mas envolve todas as indústrias petrolíferas do mundo, como é possível observar no gráfico abaixo:

Praticamente todas as empresas petrolíferas do mundo tiveram grande valorização após a invasão do Iraque pelos Estados Unidos em 2001. Os preços das commodities dispararam, elevando o valor de mercado de praticamente todas as companhias do setor. O valor de mercado da Petrobras simplesmente acompanhou a tendência de outras companhias. Há de se considerar ainda que a Petrobrás foi praticamente a única empresa do setor a anunciar a descoberta de grandes reserevas. As outras companhias não podem contar com as expstativas de exoplorar reservas gigantes como as do pré-sal, fato que impactou positivamente no valor de mercado da Petrobras e não apenas a genialidade administrativa "teórica" do Sr. Gabrielli.

Continue lendo...

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Blog da Petrobras Veicula Informações Distorcidas

Começou mal. Uma iniciativa que tinha tudo para reparar a imagem da empresa começa a se revelar mais uma estratégia barata da estatal para ludibriar a opinião pública. Os responsáveis pelo Blog (a própria Petrobras) confirmaram terem recebido muitas perguntas sobre o preço e a qualidade da gasolina no Brasil. Contrariando as expectativas de maior transparência que a iniciativa sugere, a estatal usa o espaço para distorcer informações, visando conquistar a simpatia dos leitores do blog. Veja a matéria abaixo:

"O blog da Petrobras está recebendo muitas perguntas sobre o preço e a qualidade da gasolina brasileira.
A Petrobras gostaria de esclarecer que, no Brasil, vende-se uma mistura de 75% de gasolina e 25% de álcool anidro.
Do preço que pagamos por litro, 17% é do posto, 7% é do álcool, 29% para o *ICMS, 14% de **CIDE + PIS/COFINS e somente 33% é o valor da gasolina.
Em vários outros países a gasolina é mais cara, como Uruguai, Peru, Japão, Inglaterra, Alemanha, Itália, etc. A gasolina da Petrobras é uma das mais baratas do mundo, se considerar o preço vendido na refinaria. A gasolina brasileira equivale às melhores do mercado internacional, sem chumbo e de octanagem 87 na comum e 95 nas Premium.
Veja a matéria aqui

O Blog da Petrobrás perde toda a credibilidade ao divulgar informações distorcidas visando manipular a opinião pública de forma deliberada. Esta falta de credibilidade compromente o restante do conteúdo do Blog, incluisives as respostas aos usuários e órgãos de imprensa.

Preço da gasolina no Brasil

A Estatal subestima a inteligência do leitor quando afirma que a gasolina da Petrobras é uma da mais baratas do mundo, citando apenas uns poucos países onde a gasolina é mais cara. Desde março, houve algumas açterações no mercado mundial. No caso do Brasil, com a queda nas cotações do dólar, o litro da gasolina está em média de U$ 1.32 por exemplo, mantendo praticamente a mesma posição na ranking das gasolinas mais caras do mundo, conforme o gráfico publicado aqui no mês de de março.

Clique na imagem para ampliá-la.

Octanagem
Quase 99% da gasolina consumida no Brasil é da qualidade comum, sem chumbo e de octanagem 87. Este produto é equivalente ao resto das gasolinas comuns comercializadas no terceiro mundo, inferior à comum da europa, de 91 octanas. Já o preço da gasolina Premium da Petrobrás colocaria da gasolina brasileira como A MAIS CARA DO PLANETA mesmo quando comparada a comercializada em Londres ou Tókio. De fato, o Brasil tem a gasolina mais cara do mundo entre os países auto suficientes, conforme ilustra figura abaixo.

Clique na imagem para ampliá-la.

Composição dos preços da gasolina Petrobras.
O Blog da Petrobras usa ainda de má fé ao informar seus leitores sobre a composição dos preços da gasolina no Brasil, quando afirma que 17% do preço da gasolina é do "posto", conforme é possível verificar na matéria. No site oficial da Petrobras, os 17% da composição dos preços da gasolina são referentes a "distribuição (BR distribuidora da Petrobras) e revenda" (veja aqui). Os donos de postos de combustíveis deveriam exigir uma reparação pública quanto à esta informação, que é literalmente inverídica e visa enganar o consumidor.

Em uma única matéria, com poucas linhas, é possível identificar três informações distorcidas. A Petrobras, através de seu Blog, tenta ludibriar o leitor, visando melhorar sua imagem perante a opinião pública de forma pouco honrosa, jogando parte de suas responsabilidades para os donos de postos. Vejam a composição dos preços da gasolina no Brasil.
Clique na imagem para ampliá-la.

O gráfico é da própria Petrobras, referente ao mês de maio de 2009 e pode ser visualizado no site da estatal. No gráfico, o a parcela de 17% é creditada corretamente à distribuição e revendas. Vale lembrar que a Petrobras domina todas as áreas possíveis de atuação. A presença esmagadora da estatal na distribuição se dá por meio da BR, uma de suas principais fontes de receita.

Continue lendo...

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Petrobras cria blog para se defender de denúncias da CPI


Na quarta-feira (3), a Petrobrás criou na internet “um novo espaço para apresentar fatos e dados, inclusive sobre as questões relativas à Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado Federal”, conforme diz nota da empresa.
Segundo a área de comunicação corporativa da Petrobrás, no endereço www.petrobras.com.br/fatosedados o público vai encontrar informações, números, conteúdos complementares, além de indicação de sites relacionados aos temas. A empresa abre também a possibilidade para comentários e enquetes. A ideia é identificar novos assuntos a serem tratados e conhecer opiniões.
Na nota, a empresa destaca que “a abertura deste canal de comunicação ressalta a atuação socialmente responsável da Petrobras em respeito aos seus públicos e à sociedade, além de reiterar o compromisso da companhia com a transparência”.
Ao invés de refutar comentários feitos no Programa do Jô, a área de comunicação da estatal bem que poderia aproveitar este importante espaço para esclarecer alguns fatos ao público, tais como a captação de U$ 10 bilhões junto ao governo chinês, em troca do fornecimento de 200 mil barris de petróleo por dia durante dez anos. Informar que o acordo equivale ao comprometimento de dez por cento da produção no Brasil e de acordo com especialistas, cada barril sairá por menos de U$ 13, um verdadiro negócio da China. (para os chineses). Seria interessante ainda saber até que ponto este acordo interfere na auto suficiência do país ou quanto petróleo o Brasil terá que importar para garantir o cumprimento deste acordo, ou ainda, a que preço a Petrobrás irá importar petróleo, caso necessário.
A direção da estatal poderia aproveitar o espaço para esclarecer a sua interferência no desenvolvimento do Novo Marco Regulatório que irá determinar as novas regras de exploração das jazidas do pré-sal e revelasse ainda com exatidão qual o montante das reservas descobertas até agora. Uns falam em 70 bilhões de barris, outros em 100 bilhões e há até aqueles que cogitam a possibilidade de haver 200 bilhões de barris. Estes esclarecimentos, entre outros, seriam bem vindos neste momento e poderiam conferir de fato mais transparência à gestão da estatal. Fora isso, os blogs do Paulo Henrique Amorim, do Luiz Nassif, do Azena (vi o mundo), ou mesmo o blog do José Dirceu já são suficientes para defender as falcatruas da estatal. Não precisava gastar dinheiro público com mais esta peça, considerando que o blog é Wordpres, logo, espaço gratuito.

Continue lendo...

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Gabrielli faz ameaças veladas em clima de chantagem ao citar a CPI


Além da pressão do PMDB por cargos na estatal, cobiçados até mesmopelo presidente Lula, é provável que haverá corpo mole por parte da direção da Petrobras em fornecer informações aos membros da CPI. Hoje, em entrevista na Unidade de Negócios da Industrialização do Xisto, em São Mateus do Sul, no sul do Paraná, a cerca de 150 quilômetros de Curitiba, José Sérgio Gabrielli falou em tom de ameaça, lembrando o plano de investimentos da estatal, de U$ 174,4 bilhões até 2013.

"O plano de investimentos atrai várias atenções e esperamos que a iniciativa das investigações sobre fatos determinados não atrapalhe nosso setor de investimentos, esperamos que as iniciativas, particularmente do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), não venham a atrapalhar os investimentos, particularmente no Estado do Paraná".

No mesmo tom, o diretor de Abastecimento da empresa, Paulo Roberto Costa, alertou: "Se parar investimentos vai parar contratos, se parar contratos vai ter demissões". Segundo ele, o País será prejudicado. "Alguém depois vai ter que explicar esses prejuízos", acrescentou Gabrielli, que ainda tentou emitir um alerta aos partidos que recebem doações de empresários investidores da Petrobras ao afirmar que "A continuidade dessa campanha, a permanente presença da Petrobras não mais nas páginas econômicas, mas nas páginas políticas e de denúncias dos jornais, evidentemente vai impactar sobre a reputação da Petrobras", insinuando a insatisfaçãode alguns setores do mercado com a CPI.
As ameaças não são suficientes para impedir o andamento da CPI, mas podem perfeitamente inibir as iniciativas de alguns parlamentares. Gabrielli, Costa, Lula e Dilma sabem muito bem disso. A tática adotada pelo governo consiste em atacar, revelando as armas e artificíos a que podem recorrer em caso de uma investigação mais apurada. A oposição, que assim como Lula também cobiça cargos na estatal, tem dois desafios pela frente: resistir à chantagem da política de investimentos ou resistir à oferta de cargos estratégicos na direção da empresa em troca de fazer vistas grossas à dezena de irregularidades apuradas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público. Fica cada vez mais difícil acreditar que todas as denúncias serão apuradas de fato, em face do pesado jogo de interesse envolvido.

Continue lendo...

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Fazendo graça por conta da indiferença dos brasileiros.


Os acionistas festejam os lucros, a Petrobrás faz planos com o dinheiro do povo e o governo sustenta o superávit explorando a boa fé do brasileiro. O negócio está tão bom que o presidente resolveu se promover no exterior, à custa do trabalhador. Lula prometeu liberar o dinheiro público para o FMI, para que o fundo possa emprestar a países pobres, para que possam melhorar suas escolas, hospitais e estradas. "Você não acha chique o Brasil emprestar dinheiro para o FMI?", ironizou Lula em entrevista.

Veja aqui.

Apesar da estabilidade nos preços do petróelo estar se mantendo na casa dos U$ 50 o barril, o presidente da Petrobrás José Sergio Gabrielli voltou a descartar a possibilidade de reduzir os preços no mercado interno. O presidente da estatal voltou a alegar que não baixou os preços quando o barril atingiu U$ 140, ignorando que este patamar de preço não durou nem um mês. Por este motivo, afirmou que não vai baixar agora em virtude da "enorme volatilidade".
Enquanto isso, uma alternativa vem sendo estudada, caso a situação se torne insustentável e a Petrobrás seja forçada a rever os preços em virtude da realidade do mercado. O governo avalia a possibilidade de aumentar a CIDE (contribuição de intervenção do domínio econômico). Assim, os preços dos combustíveis permaneceriam do mesmo jeito que estão. Só de pirraça.
Veja aqui.

Acompanhe nos gráficos abaixo a farsa nos argumentos da direção da Petrobrás para os preços no mercado interno e como se comportam os preços no mercado americano.

Comportamento dos preços no mercado interno

Clique na imagem para ampliá-la!

Comportamento dos preços no mercado americano

Clique na imagem para ampliá-la!

Continue lendo...

quarta-feira, 25 de março de 2009

Mentiras e ironias

O presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli mentiu e foi irônico com os senadores e a papulação em sua reunião na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado ontem. "O preço não vai baixar porque não subiu", afirmou Garbiellli. Houve um aumento no mês de junho do ano passado de 10% para a gasolina e 15% para o diesel, por ocasião da alta do petróleo no mercado externo. Como se não bastasse a mentira, Garbielli ainda foi irônico ao afirmar que a gasolina sai da refinaria mais barata que água. De acordo com a própria petrobrás, a gasolina sai da refinaria a R$ 1,10 e a água mineral sai em média no mercado a R$ 0.80 o litro.
Existe ainda uma curiosidade. A Petrobrás comercializa a gasoliana em média a R$ 0,80 na porta da refinaria em meados de 2008. Hoje, o preço é de R$ 1,10. Ao que parece, as contas da estatal não estão batendo, pois tudo indica que o aumento foi maior que os 10% alegados pelo governo.

Veja a matéria clicando aqui.

Preços praticados em 2008, clique aqui.

Ou aqui.

Continue lendo...

domingo, 22 de março de 2009

A Estranha Contradição da Petrobrás

Tudo para agradar os investidores e o mercado.

Apenas cinco dias após delcarar publicamente que não pretende repassar a queda da cotação do petróleo para o preço dos combustíveis, alegando haver muita volatilidade no mercado, o presidente da Petrobrás surpreende ao reconhecer que a empresa opera com uma expectativa de que o barril se mantenha numa cotação média de U$ 37 ao longo deste ano. Ou seja, a Petorbrás opera com dois pesos e duas medidas.
"Nossa estimativa de preços futuros é menor que a de todos os bancos. Isso mostra o quanto estamos sendo conservadores", declarou Gabrielli, em coletiva a jornalistas, na qual detalhou o Plano de Negócios 2009-2013.
Em seu detalhamento do Plano de Negócios da estatal, foram mencionadas cifras entre U$ 120 e U$ 150 bilhões gerados pelo caixa da companhia. Ainda de acordo com Gabrielli, "A possibilidade de crescimento acelerado da Petrobras é maior do que das outras empresas, fundamentalmente pelas reservas que possuímos. Por isso, a Petrobras tem que investir para ampliar a capacidade agora", comentou. Talvez estava se referindo à indiferença do brasileiro em relação ao oportunismo da empresa em relação aos preços.
Gabrielli só se esqueceu de comentar que as outras empresas do setor no mundo todo repassaram a queda de preços do petróleo para os consumidores e a Petrobrás não. A empresa continua dando uma de João Sem Braço, vendendo para o mercado interno com base nos preços de U$ 147 de julho do ano passado e não os U$ 40 de hoje.

Veja a matéria clicando aqui

Continue lendo...

sábado, 21 de março de 2009

Agora é oficial

Será você mesmo, comsumidor, quem irá bancar o superávit do governo e os planos de recuperação da Petrobrás. Para tanto, você será forçado a pagar mais caro pela gasolina por um tempo indefinido. Como já foi dito aqui antes, a Petrobrás pretende manter os preços elevados, contrariando as regras de livre mercado. visando bancar um ambicioso plano de investimentos, que só vai favorecer os investidores estrangeiros e nacionais, a direção da estatal acha justificável que a população pague mais esta conta. José Sérgio Gabrielli não quer mais se expor após sua infeliz declaração“se alguém quiser gasolina por um preço melhor, vá comprar lá fora!”. Agora, quem responde sobre os preços é diretor de Abastecimento da companhia, Paulo Roberto Costa, que desconversou. Lula também não quer mais falar publicamente sobre o assunto, após a queda de sua popularidade junto aos eleitores. Deixou a tarefa para Dilma Roussef,que além de Chefe da Casa Civil, segundo cargo de maior importãncia no país, é também presidente do Conselho da Petrobras. Segundo Dilma, baixar preços dos combustíveis "é uma tarefa complicada".

Saiba mais clicando aqui.

Continue lendo...

quinta-feira, 19 de março de 2009

Segundo Lula, consumidor é só um detalhe.

Sobre a urgência em baixar os preços dos combustíveis para corrigir a injustiça com o povo brasileiro, o presidente Lula afirmou nesta quinta feira que a prioridade é o Caixa da Petrobrás, ignorando completamente os interesses da população. Sobre a possibilidade de ajustar os preços dos combustíveis seguindo a queda no exterior, Lula afirmou que isso não será feito se for causar algum problema com a Petrobras ou com superávit, "porque a Petrobras contribui muito com o superávit primário do governo" Concluiu.

Leia os detalhes aqui.

veja a sátira sobre esta matéria aqui

Continue lendo...

quarta-feira, 18 de março de 2009

Para um país auto suficiente, Brasil tem a gasolina mais cara do mundo!

O gráfico abaixo ilustra o abuso do governo e da Petrobrás na política de preços da gasolina e derivados do petróleo no Brasil. O país também é o único do mundo onde a população não se
beneficia pela riqueza de seus recursos naturais. Apenas os investidores internos, extrengeiros, o governo e poucos funcionários da estatal lucram com as riquezas minerais do país. Entre os países em vermelho, O brasil é o único produtor de petróleo (auto suficiente). Observe os preços em outros países auto suficientes. Todos nas faixas verdes.


Clique na imagem acima para ampliá-la.

Continue lendo...

Para um país autosuficiente, Brasil tem a gasolina mais cara do mundo!

Apelando novamente para os gráfico, este espaço prossegue denunciando o abuso de poder do governo e da Petrobrás por imporem mais esta "cota de sacrifício" ao povo brasileiro. Acompanhe abaixo o preço da gasolina no mundo:

Continue lendo...

domingo, 15 de março de 2009

Entenda por que a Petrobrás não reduziu os preços dos combustíveis.

A direção da empresa, na figura de seu presidente José Sérgio Gabrielli, pretende reverter a perda de valor de mercado da companhia em função da desvalorização do petróleo no mercado mundial. De acordo com o ranking PFC Energy 50, a estatal perdeu 60% em valor das ações na escala relativa a 2008 em comparação ao ano anterior, ficando seu valor de mercado em US$ 96,8 bilhões. Comparando com o segundo trimestre de 2008, o valor de mercado da companhia brasileira estava próximo de US$ 300 bilhões. Isso significa que as ações da Petrobrás perderam valor. Um dos métodos adotados por Gabrielli para recuperar valor de mercado consiste num plano de investimentos de US$ 174,4 bilhões para o período de 2009 a 2013.
Parte deste dinheiro já foi adiantado pela Caixa Econômica à título de um empréstimo de emergência de U$ 2 bilhões. Outra parte dos recursos virão do BNDES (US$ 11,9 bilhões). O restante virá de seu bolso. Isso mesmo. O consumidor pagará mais esta fatura para que os investidores estrangeiros não fiquem no prejuízo. Você deve estar se perguntando de que forma esse dinheiro sairá de seu bolso? A resposta é: Já está saindo. O consumidor está pagando algo entre 60 e 70% a mais do que deveria pelos combsutíveis, pois a petrobrás não repassou a queda dos preços do petróleo no exterior para o mercado interno. Ela continua a vender o produto lá fora de acordo com a cotação no mercado internacional, na casa dos U$ 40. Para o mercado interno, o que vale é o maior preço. A estatal mantém para o brasileiro os preços com base na cotação de julho de 2008, quando o barril atingil U$ 147. Simples, não?
Veja mais detalhes aqui.

Continue lendo...

quinta-feira, 12 de março de 2009

Nível de enxofre coloca Brasil em 66º no mundo, atrás da China e da Índia

O gráfico abaixo, disponibilizado pelo International Fuel Quality Center (IFQC), mostra a qualidade do Diesel consumido no planeta. Observe que a Petrobrás comercializa no Brasil o pior diesel do mundo, colocando o país no 66º lugar no ranking mundial, ao lado de países subdesenvolvidos.

Limites de Enxofre no Diesel Fonte: International Fuel Quality Center (IFQC)

Clique na imagem para ampliá-la.
Veja matéria completa aqui.

Continue lendo...

sexta-feira, 6 de março de 2009

AVISO AO VISITANTE

ATENÇÃO! Se você deseja se familiarizar com a absurda situação dos combustíveis no Brasil, leia mais matérias neste Blog. Este espaço foi especialmente criado para acompanhar e fiscalizar as ações espúrias do governo e da Petrobrás. Fora isso, não conte com os meios de comunicação de massa ou com os jornais de grande circulação. A Petrobrás e o governo federal são os maiores anunciantes do país. Não pense que a Globo, a Band ou a Record vão querer perder as polpudas verbas publicitárias da estatal e do governo.
As denúncias veiculadas neste espaço servem para alertar o leitor sobre as políticas adotadas pela Direação da Petrobrás, Governo e Minsitros responsáveis pela gestão econômica e enrgética do país. O blog não possui orientação político-partidária. A missão principal consiste em captar as informações em fontes neutras, concentrando as matérias num único espaço onde o leitor possa se inteirar das ações da Petrobrás e do governo que vão contra os interesses da sociedade. Esta missão compreende acompanhar os fatos, fiscalizar e informar o leitor sobre as atividades que contrariam as atribuições da empresa e do governo, disponibilizando, sempre que possível, links para as matéiras aqui comentadas.

Continue lendo...

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Logo quem!

Dirceu sai em defesa da empresa
Alegando tratar-se de uma sórdida campanha da oposição para atingir a Petrobrás, José Dirceu sugeriu que determinados setores da sociedade deveriam ser mais responsáveis com uma empresa desse porte ao influenciarem a cotação de suas ações no mercado. Será mesmo intriga da oposição? Onde conseguem tanto enxofrre para sabotar o diesel da petrobrás? São os opositores os responsáveis pelo preço exorbitante da gasolina no mercado? A empresa foi recentemente:

Excluída do ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial) da Bovespa

Impossibilitada pelo Conar de fazer propaganda se dizendo ambienalmente responsável.

E agora se desliga do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social.

Será que é mesmo tudo intriga da oposição ou uma mera coincidência? Ou seria melhor aceitar a opinião ilibada do senhor José Dirceu? É bem possível que a atual diretoria da Petrobrás acredite que ele tenha mais credibilidade que o Instituto Ethos, o Conar e os representantes do Ibovespa.

O declínio moral da empresa já é um fato!

Os abutres sentem o cheiro de carniça de longe. O megainvestidor George Soros é um deles. Sabendo que a empresa está com os cofres explodindo de tanto explorar a população, ele acaba de aumentar sua participação acionária na empresa.
Saiba mais aqui.

Continue lendo...

Oportunismo Barato.


Petrobrás insiste em explorar a boa fé do brasileiro.

O preço do barril de petróleo chegou ontem à casa dos U$ 34, contra os U$ 147 de julho do ano passado. Entretanto, o preço da gasolina, do diesel e outros derivados do petróleo continuam os mesmos de julho do ano passado. A petrobrás se nega a admitir que não há mais volatilidade do preço do produto no mercado internacional e insiste com a desculpa de recuperar perdas dos últimos anos, segundo o presidente da companhia, José Sérgio Gabrielli.

Enquanto isso, o próprio Ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, continua dando uma de João-Sem-Braço. O ministro, como todos os demais responsáveis pela atual situação dos preços de combustíveis no Brasil, afirmou hoje que há espaço para quedas significativas nos preços, mas alegou não saber se essas reduções poderão ocorrer ainda no primeiro semestre. Isso significa que o governo e a diretoria da estatal pretendem estender ao máximo a exploração do consumidor, que permanece indiferente em relação ao assunto.




Continue lendo...

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

População permanece indiferente








Apesar da política de exploração do consumidor assumida publicamnte pelo governo e direção da Petrobrás, a população permanece ainda indiferente em relação aos preços exorbitantes dos combustíveis, apesar da queda de preços no mercado internacional. É como ir à padaria, comprar seis pães e pagar por doze. Ao questionar o dono da padaria, o mesmo responderia que tem planos de investimento em novas instalções e que pretende abrir novas filiais. Por este motivo, estaria cobrando dobrado por seus produtos por tempo indeterminado.

Continue lendo...