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sexta-feira, 17 de abril de 2009

A absoluta falta de escrúpulos do governo


A sociedade precisa exercer pressão contínua contra o governo em favor da queda dos preços dos combustíveis no Brasil. Este é o único país auto suficiente do mundo onde a população não se beneficia de suas riquezas naturais. Ao contrário, o povo é explorado por pessoas inescrupulosas que visam apenas o lucro e a promoção pessoal a qualquer custo. A começar pelo presidente Lula, que sustenta a política mercantilista defendida com truculência pelo presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli. O mesmo defendeu ontem os interesses dos acionistas, em detrimento do interesse soberano da população, durante o Fórum Econômico Mundial. Em entrevista ao Jornal Nacional, o presidente da estatal disse "que os interesses dos acionistas da Petrobras estão sempre em primeiro lugar" e que eles nunca devem ser prejudicados por uma ou outra decisão, seja do acionista majoritário, o governo, seja da direção da empresa. Cabe lembrar que o governo detém 32 % das ações da empresa. Outros 68 % estão nas mãos de acionistas, sendo que 44% desse total, nas mãos de investidores estrangeiros como George Soros. Todos lucram com a manutenção dos preços altos no mercado interno, menos o brasileiro comum, o verdadeiro proprietário das riquezas naturais.

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quarta-feira, 15 de abril de 2009

Arrogãncia de Gabrielli e Dilma Roussef


Apesar da situação gritante da queda do petróleo no mercado externo, o presidente da Petrobrás alegou nesta quinta feira que "quem dita uma possível redução nos preços dos combustíveis é o mercado externo" O que está faltando para que ele e o governo percebam que um barril de petróleo de U$ 147 não é a mesma coisa que um de U$ 48?
Sobre as reivindicações dos caminhoneiros para que baixem o preço do diesel (58% acima da média mundial), Gabrielli afirmou cinicamente que "a Petrobrás não sofre pressão alguma". Será que ele se esqueceu que a Petrobrás detém praticamente o monopólio do refino e distribuição do combustível no país? O presidente da estatal ainda foi arrogante: "não vendemos combustíveis para caminhoneiros, mas sim para as distribuidoras".
Não acabou ainda. Completamente alheio aos interesses do consumidor, Gabrielli ainda faz pouco da inteligência alheia. Segundo ele, "a Petrobrás não reajusta os preços olhando o valor do presente, mas sim do futuro" Será que ele achou uma bola de cristal enquanto perfurava as reservas do pré-sal ou é mesmo pura cara de pau?
Veja a matéria aqui.

Caminhoneiros endividados precisam se humilhar para que o governo lhes garanta um direito legítimo.
Representantes da categoria se reuniram com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, reivindicando uma redução de pelo menos 30% no preço do óleo diesel. "Realmente, o preço do diesel está impactando demais a economia. Já está na hora de a Petrobrás mexer nesse valor", concordou a pré-candidata à presidência, que também é presidente do Conselho da Petrobrás.
Apesar da realidade do mercado, a ministra ainda demonstrou relutância em ceder aos apelos dos caminhoneiros. "Trinta por cento não dá, mas vamos ver o que é possível fazer" Começou a barganhar, apesar de estar cansada de saber que 60% do preço do diesel no Brasil ficam com a Petrobrás e suas distribuidoras. Ainda empurrou mais um pouco a situação com a barriga, a exemplo de Lula e Gabrielli: "Não garanto que seja agora, este mês, mas quem sabe no mês que vem, mas vai ter de mexer nesse preço" completou. Na verdade, o governo pretendia reduzir os preços apenas no ano que vem, visando "lucrar" com os preços altos por mais tempo e depois "lucrar" eleitoralmente com a tardia redução dos preços.
Veja a matéria aqui

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domingo, 5 de abril de 2009

Lula, Lobão e Gabrielli comemoram lucro fácil


Vão continuar empurrando os preços com a barriga!!!

O trio comemora mais uma façanha com o dinheiro do trabalhador (e do desempregado).
Nem mesmo o alto índice de demissões no país parece sensibilizar o governo na questão dos preços dos combustíveis. É sabido o impacto destes preços em toda a cadeia produtiva e que a redução nos preços agora minimizaria bastante os efeitos da crise no mercado interno. Mas o governo prefere manter a política gananciosa do lucro fácil a ter que encarar estes fatos. Parecem não se contentarem com o lucro líquido de R$ 33 bilhões no ano passado, que por sua vez foi 58% maior que o do ano anterior. Apenas os acionistas, o caixa do governo e o caixa da estatal se beneficiam dos resultados da atual política de preços mantida pelo Presidente Lula, o Ministro das Minas e Energia, Edison Lobão e o presidente da Petrobrás, José Sergio Gabrielli. Este anunciou ontem que a estatal não precisará captar U$ 4.5 bilhões que estavam previstos para este ano, por conta da "folga" nos lucros. O negócio tá bom pra eles mesmo. No plano de negócios da companhia, os cálculos de investimentos, custos e financiamentos foram realizados com base em um barril a US$ 37 médios, que, nas contas da estatal, garantiriam fluxo de caixa de US$ 10 bilhões este ano. Enquanto isso, a empresa mantém os preços do ano passado no mercado interno, ignorando a forte queda da commodity, que há absurdos dez meses caiu de U$ 147 para a média dos U$ 40 atuais. Isso sem considerar os custos de produção da estatal, na casa de U$ 14 por barril. Deixar de repassar essa queda para o consumidor parece mesmo um crime. Uma grande covardia para com o trabalhador. Tanto que a pergunta agora não é mais quando a gasolina vai baixar, mas sim quando e como o governo e a Petrobrás pretendem devolver o dinheiro que estão tirando do bolso dos trabalhadores.

Clique aqui para ver a notícia.

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sábado, 4 de abril de 2009

Mar de Lama

A questão dos preços altos dos combustíveis parece estar servindo apenas para desviar o foco de outros graves problemas no governo e na direção da Petrobrás. A começar pelo diretor da Agência Nacional do Petróleo (ANP) Victor Martins, irmão do ministro da Propaganda de Lula, Franklin Martins. O diretor da ANP está sendo investigado pela Polícia Federal como suspeito da chefiar um esquema de desvio de R$ 1.3 bilhões da Petrobrás. Ele e sua esposa são ainda proprietários de uma pequena consultoria em Vitória, E.S, cujo contrato com prefeituras como a de Vila Velha lhe rendeu R$ 270 mil só em 2007. A Análise Consultoria e Desenvolvimento LTDA presta um tipo de serviço interessante: dá dicas de como aumentar recebimento de royalties do petróleo para os municípios e ensina como incluir outros municípios. Será que alguém está se beneficiando de informações privilegiadas? O diretor da ANP apresentou uma conta SC (se colar) de R$ 1.3 milhões em royalties a Petrobrás, sendo que deste total, R$ 260 milhões seriam pagos à sua empresa a titulo de honorários. É bom lembrar que não se sabe como ficou a situação dos treze presos pela PF na Operação águas Profundas, acusados de superfaturar contratos com a Petrobrás. Desta operação surgiram novos indícios de irregularidades, de onde se originou a Operação Royalties, que antes de começar a efetuar as prisões foi desmantelada. Alguns delegados foram promovidos, outros transferidos e não se fala mais nisso.
Clique aqui para ver o SC (se colar).

Enquanto isso, veja no gráfico abaixo a evolução dos preços dos
combustíveis no Brasil, em comparação a Europa e EUA.

Clique na imagem para ampliá-la!

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sexta-feira, 3 de abril de 2009

Fazendo graça por conta da indiferença dos brasileiros.


Os acionistas festejam os lucros, a Petrobrás faz planos com o dinheiro do povo e o governo sustenta o superávit explorando a boa fé do brasileiro. O negócio está tão bom que o presidente resolveu se promover no exterior, à custa do trabalhador. Lula prometeu liberar o dinheiro público para o FMI, para que o fundo possa emprestar a países pobres, para que possam melhorar suas escolas, hospitais e estradas. "Você não acha chique o Brasil emprestar dinheiro para o FMI?", ironizou Lula em entrevista.

Veja aqui.

Apesar da estabilidade nos preços do petróelo estar se mantendo na casa dos U$ 50 o barril, o presidente da Petrobrás José Sergio Gabrielli voltou a descartar a possibilidade de reduzir os preços no mercado interno. O presidente da estatal voltou a alegar que não baixou os preços quando o barril atingiu U$ 140, ignorando que este patamar de preço não durou nem um mês. Por este motivo, afirmou que não vai baixar agora em virtude da "enorme volatilidade".
Enquanto isso, uma alternativa vem sendo estudada, caso a situação se torne insustentável e a Petrobrás seja forçada a rever os preços em virtude da realidade do mercado. O governo avalia a possibilidade de aumentar a CIDE (contribuição de intervenção do domínio econômico). Assim, os preços dos combustíveis permaneceriam do mesmo jeito que estão. Só de pirraça.
Veja aqui.

Acompanhe nos gráficos abaixo a farsa nos argumentos da direção da Petrobrás para os preços no mercado interno e como se comportam os preços no mercado americano.

Comportamento dos preços no mercado interno

Clique na imagem para ampliá-la!

Comportamento dos preços no mercado americano

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sexta-feira, 27 de março de 2009

Brasileiro está sendo duplamente enganado!



Após peitar o senado, afirmando que não vai baixar a gasolina nem o diesel, apesar de todas as evidências apontadas pelos senadores, o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli ainda foi irônico ao afirmar que a gasolina no Brasil é mais barata que água. Gabrielli culpou os impostos e os distribuidores pelo alto preço no mercado. Para quem não sabe, a BR é a maior distribuidora no país e pertence à Petrobrás. O governo arrecada maior parte dos impostos, pois é sócio da Petrobrás que é dona da BR distribuidora. Logo, o governo acumula lucros de todos os lados. Na realização da Petrobrás, nos impostos que arrecada e no lucro obtido pela BR. Mas qual o motivo de tanta ganância, tanta negligência com o consumidor? simples. O governo e a direção da Petrobrás forçam este cenário com vistas à um projeto maior.

Parte do projeto consiste em manter os preços altos ao longo deste ano, mesmo após Gabrielli ter reconhecido em reunião com acionistas um horizonte de preços estáveis este ano, na casa dos U$ 37 o barril. O cenário sugere que o governo e a direção da estatal ajustem os preços apenas no próximo ano, aproveitando para iniciar a campanha eleitoral explorando o fato. Isso mesmo. O anúncio será feito com toda a pompa e circunstância pelo presidente Lula, pela ministra Dilma Rousseff e pelo presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli. Este último também pega carona no bonde eleitoral do preço baixo. Seu sonho é o cargo de senador pelo estado da Bahia e seu mote será "O homem que baixou o preço da gasolina". isso significa que o consumidor está bancando os planos de perpetuação no poder dessa gente. A grande massa sem acesso à informação irá aplaudir a bondade do governo.

. Por que os outros partidos não se pronunciam sobre este verdadeiro golpe? Onde está a oposição e os meios de comunicação para denunciar um absurdo desses? Simples. Os governadores, oposição ou não, não querem queda na arrecadação com a queda dos preços dos combustíveis. Todos os partidos estão calados por este motivo. É preciso lembrar ainda que a Petrobrás e suas empreiteiras, a exemplo da Camargo Corrêa, são os maiores doadores de dinheiro aos partidos no Brasil. Os meios de comunicação não se pronunciam de modo mais veemente pelo simples fato de a Petrobrás e o governo serem os maiores anunciantes do país. Caso a população permaneça indiferente à tudo isso e não se mobilize, assistiremos de camarote a mais este triste e inescrupuloso espetáculo da corrida pelo poder. E pior: pagando caro na bilheteria.

Enquanto isso, a Petrobrás tenta negar superfaturamento em obra da Camargo Corrêa

A Estatal divulgou nota informando que a empresa iniciou processo de defesa e contesta as irregularidades apontadas. Segundo a PF, a construção da refinaria Refinaria Abreu e Lima foi orçada em R$ 429, 2 milhões. Para a PF, pode ter havido corrupção e superfaturamento no contrato. O Tribunal de Contas da União indica prejuízo de R$ 71,9 milhões ao contribuinte. A auditoria do TCU encontrou 12 indícios de irregularidades na fase de licitação, na contratação do projeto básico e no contrato.


Gabrielli Candidato: clique aqui.

Distribuidora BR: clique aqui.

Superfaturamento Camargo Corrêa. Clique aqui.

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quarta-feira, 25 de março de 2009

Mentiras e ironias

O presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli mentiu e foi irônico com os senadores e a papulação em sua reunião na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado ontem. "O preço não vai baixar porque não subiu", afirmou Garbiellli. Houve um aumento no mês de junho do ano passado de 10% para a gasolina e 15% para o diesel, por ocasião da alta do petróleo no mercado externo. Como se não bastasse a mentira, Garbielli ainda foi irônico ao afirmar que a gasolina sai da refinaria mais barata que água. De acordo com a própria petrobrás, a gasolina sai da refinaria a R$ 1,10 e a água mineral sai em média no mercado a R$ 0.80 o litro.
Existe ainda uma curiosidade. A Petrobrás comercializa a gasoliana em média a R$ 0,80 na porta da refinaria em meados de 2008. Hoje, o preço é de R$ 1,10. Ao que parece, as contas da estatal não estão batendo, pois tudo indica que o aumento foi maior que os 10% alegados pelo governo.

Veja a matéria clicando aqui.

Preços praticados em 2008, clique aqui.

Ou aqui.

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terça-feira, 24 de março de 2009

Desencontro de informações: Gabrielli fala em lucro "livre"

A sequencia de contradições prossegue. Hoje, ao anunciar o Plano de investimentos da empresa na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, o presidente da Petrobrás não mencionou a recuperação de perdas que vinha alegando para justificar os altos preços dos combustíveis no mercado interno. Na reuninão do CAE, José Sérgio Gabrielli falou com empolgação sobre os "lucros livres" previstos pela empresa, mantido o atual cenário onde o petróleo se mantém barato lá fora e gasolina cara para os brasileiros. Segundo o presidente da estatal, neste primeiro ano, se o barril de petróleo do tipo Brent se mantiver na média anual de US$ 37, que é a real expectativa da empresa, a Petrobras vai gerar US$ 10 bilhões de caixa operacional livre. Isso graças à exploração da boa fé da população.
Quando fala aos investidores ou quando defende os ambiciosos planos de investimentos da Petrobrás, U$ 175 bilhões, Gabrielli lida com um cenário de estabilidade nos preços do petróleo a longo prazo. Entretanto, quando o indagado se o preço da gasolina vai acompanhar as quedas nas cotações das commoditites, o otimismo contagiante do presidente da estatal desaparece. Além de tentar colocar a culpa nos impostos e e nas margens dos distribuidores, a avaliação para a estabilidade se torna repentinamente pessimista. O trunfo da empresa neste momento de crise mundial é exatamente o alto preço cobrado no mercado interno. A petrobrás vende a gasolina na porta da refinaria a R$ 1,10 livres, sem impostos. O memso preço que o americano paga no posto de gasolina, já com impostos, margem dos distribuidores, transporte e lucro do posto.
A Petrobrás optou por fazer caixa às custa da população para favorecer acionistas. Justamente num momento de crise econômica, onde milhares de pessoas já perderam seus empregos no Brasil. Uma justa redução nos preços dos combustíveis agora (a Petrobrás deve isso à população desde julho de 2008) reduziria os impactos da crise e diminuiria o volume de demissões em curtissimo prazo.


Raunião do CAE. Clique qui.
Preço na refinaria. Clieque aqui.

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segunda-feira, 23 de março de 2009

Mais uma Estranha Contradição do Governo


Governo tenta mudar o foco e se contradiz mais uma vez.
Dilma Rousseff nega que a Petrobrás mantenha o alto preço da gasolina para recuperar perdas alegadas pela estatal no passado.
As contradições nas declarações da ministra-chefe da Casa Civil complicaram ainda mais a delicada situação do governo. Neste sábado, 21/03, Dilma Rousseff, que também é presidente do Conselho da Petrobrás, negou que a estatal está mantendo os preços elevados com o objetivo de recuperar perdas. “Não há esse posicionamento da Petrobrás”, afirmou a ministra, garantndo não ser esta a política de preços praticada no Brasil pela estatal.

Veja a matéria clicando aqui.

Curiosamente, apenas um dia antes, o diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, reiterou o que o Presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli vem dizendo há muito tempo. Ao se referir à grande diferença de preços praticados pela estatal aqui no Brasil em relação ao resto do mundo.“A defasagem de preço existe sim. Estamos em um processo de recuperação de perdas. Esta recuperação será demorada, mantidos os atuais parâmetros". Disse Costa repetindo a mesma ladainha que o presidente da companhia vem usando para justificar o abuso nos preços. Observe que as declarações de Dilma Rousseff contradizem completamente os argumentos de Gabrielli e Costa. Detalhe: as declarações foram dadas no Rio de Janeiro. Costa num dia e Dilma no outro.

Veja a segunda matéria clicando aqui.

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domingo, 22 de março de 2009

A Estranha Contradição da Petrobrás

Tudo para agradar os investidores e o mercado.

Apenas cinco dias após delcarar publicamente que não pretende repassar a queda da cotação do petróleo para o preço dos combustíveis, alegando haver muita volatilidade no mercado, o presidente da Petrobrás surpreende ao reconhecer que a empresa opera com uma expectativa de que o barril se mantenha numa cotação média de U$ 37 ao longo deste ano. Ou seja, a Petorbrás opera com dois pesos e duas medidas.
"Nossa estimativa de preços futuros é menor que a de todos os bancos. Isso mostra o quanto estamos sendo conservadores", declarou Gabrielli, em coletiva a jornalistas, na qual detalhou o Plano de Negócios 2009-2013.
Em seu detalhamento do Plano de Negócios da estatal, foram mencionadas cifras entre U$ 120 e U$ 150 bilhões gerados pelo caixa da companhia. Ainda de acordo com Gabrielli, "A possibilidade de crescimento acelerado da Petrobras é maior do que das outras empresas, fundamentalmente pelas reservas que possuímos. Por isso, a Petrobras tem que investir para ampliar a capacidade agora", comentou. Talvez estava se referindo à indiferença do brasileiro em relação ao oportunismo da empresa em relação aos preços.
Gabrielli só se esqueceu de comentar que as outras empresas do setor no mundo todo repassaram a queda de preços do petróleo para os consumidores e a Petrobrás não. A empresa continua dando uma de João Sem Braço, vendendo para o mercado interno com base nos preços de U$ 147 de julho do ano passado e não os U$ 40 de hoje.

Veja a matéria clicando aqui

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sábado, 21 de março de 2009

Algo sujo paira no ar

Quem já está familiarizado com as denúncias contra a Petrobrás veiculadas neste blog deve estar se sentindo indignado. Mas o que explicaria o desvirtuamento de uma empresa como a Petrobrás? Que tipo de objetivo teria o governo e a direção da estatal ao permitir que a imagem da empresa sofresse tanto desgaste perante a opinião pública? Ao que parece, este pode ser parte de um processo que visa prejudicar a imagem da Petrobrás aos olhos do povo brasileiro, anbrindo espaço para que a sociedade passe a aceitar a possibilidade de privatização da estatal.
É claro que esta é uma denúncia muito grave. Mas as autoridades representadas na figura do presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva, do presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli e da presidente do Conselho da Petrobrás, a ministra Chefe da Casa Civil, Dilma Roussef parecem não se importar com o desgaste constante na imagem da empresa.
Primeiro, a questão do excesso de enxofre no diesel. Em seguida, a relutãncia em praticar um preço justo para o consumidor interno. Acrescente-se ao declínio da empresa o fato de ter sido excluída do ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial) da Bovespa. De estar Impossibilitada pelo Conar de fazer propaganda se dizendo ambienalmente responsável, e ainda ter se desligado do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social. Tantos pontos negativos corroboram para as suspeitas de que pode haver algo por trás disso tudo. Uma campanha para destruir a reputação da empresa, articulada com o propósito de viabilizar sua privatização num futuro próximo.
O leitor mais atento pode tentar formular um quadro mais consistente sobre as suspeitas que as denúncias aqui veiculadas levantam ao ler um trecho de uma entrevista concedida pelo presidente da Petrobrás ao portal Terra Magazine.

Terra Magazine - O senhor nem se preocupava quando lia sobre isso nos jornais?

José Sergio Gabrielli - Não. Acho que seria um absurdo privatizar a Petrobras. Mas é minha opinião pessoal. As ações não pertencem à direção da Petrobras. Pertencem, 37%, à União, e 63%, a outros acionistas. No mercado financeiro existem movimentos para a privatização. Eu fui diretor financeiro durante 2 anos, fiz, literalmente, centenas de reuniões com o mercado financeiro e ouvi várias propostas aqui. Do mercado, não do governo.

O prório Gabrielli admite ter feito "centenas" de reuniões com o "mercado" e ouvido várias propostas. Será que estas informações não seriam suficientes para acionar um alarme geral na sociedade?

Clique aqui para ler a entrevista completa.

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sexta-feira, 20 de março de 2009

A pressão começa a produzir resultados

A edição do blog tem recebido várias manifestções de apoio de jornalistas de todo o país à esta iniciativa. E parece que os primeiros resultados começam a surgir. Somente nesta semana, a questão ganhou a imprensa nacional. Até a Globo foi forçada a pronunciar uma "nota da Petrobrás" no Jornal Nacional. Willian Bonner usou seu tom habitual ao receber uma ordem de última hora e leu a nota em voz solene. Lula tem sido pressionado a falar sobre o assunto, sempre tentando se esquivar. José Sérgio Gabrielli, após sua infeliz declaração na qual insinuou que “se alguém quiser gasolina por um preço melhor, vá comprar lá fora!”, jogou a responsabilidade para cima do diretor de Abastecimento da companhia, Paulo Roberto Costa, que por sua vez, jogou a culpa no governo. Pressionado, Costa declarou: "O que não posso baixar são os impostos, que eu não tenho o domínio, o que eu reduziria é na porta da refinaria".
Vamos continuar a denunciar aqui a negligência da Petrobras para com o consumidor e seus direitos. A indignação da população com a Petrobrás e o governo no tocante à política de preços dos combustíveis têm aumentado, desde o início das denúncias aqui veiculadas. A campanha "BOICOTAR: EU VOU" está apenas no ínício e já começa a produzir resultados. Participe. visite http://boicotar.blogspot.com

Veja aqui mais detalhes

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quinta-feira, 19 de março de 2009

Segundo Lula, consumidor é só um detalhe.

Sobre a urgência em baixar os preços dos combustíveis para corrigir a injustiça com o povo brasileiro, o presidente Lula afirmou nesta quinta feira que a prioridade é o Caixa da Petrobrás, ignorando completamente os interesses da população. Sobre a possibilidade de ajustar os preços dos combustíveis seguindo a queda no exterior, Lula afirmou que isso não será feito se for causar algum problema com a Petrobras ou com superávit, "porque a Petrobras contribui muito com o superávit primário do governo" Concluiu.

Leia os detalhes aqui.

veja a sátira sobre esta matéria aqui

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quarta-feira, 18 de março de 2009

O que disse o presidente Lula e o presidente da Petrobrás, José Sergio Gabrielli sobre a necessidade de queda nos preços da gasolina

As declarações foram feitas hoje, 18 de março, nove meses após a queda histórica do preço do barril no mercado externo.

O que disse o presidente Lula: "A Petrobras tem uma contribuição enorme para o superávit primário", afirmou o presidente, justificando a importância da análise dos impactos financeiros para a estatal de uma redução no preço dos combustíveis.
O Presidente vê como natural o fato de o consumidor arcar com esta responsabilidade do governo. Ao mesmo tempo, admite com suas palavras que não há regras de livre mercado no Brasil quando o assunto é a Petrobrás. De mesmo modo, em nosso país o petróleo não é mais visto como uma commodities que tem seu preço regulado pela cotação no mercado mundial, tal como o aço, o trigo, a soja, etc.
Na mesma ocasião, o presidente da Petrobrás sinalizou que não haverá redução de preços no curto prazo, embora reconheça que os preços cobrados pela gasolina e pelo diesel no Brasil estejam bem acima dos preços médios vigentes no mercado externo.
O que disse José Sérgio Gabrielli: "Se o preço nacional está muito caro, a lei permite a importação de combustíveis por outras distribuidoras". "O mercado brasileiro é aberto e tem mais de 250 distribuidoras que podem importar quando quiserem", afirmou arrogantemente, contando com a tradicional indiferença da população em relação aos seus direitos. Ou seja: se quer gasolina ou deisel barato, vão comprar lá fora!

Veja a matéria completa aqui:

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Para um país autosuficiente, Brasil tem a gasolina mais cara do mundo!

Apelando novamente para os gráfico, este espaço prossegue denunciando o abuso de poder do governo e da Petrobrás por imporem mais esta "cota de sacrifício" ao povo brasileiro. Acompanhe abaixo o preço da gasolina no mundo:

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quinta-feira, 12 de março de 2009

Nível de enxofre coloca Brasil em 66º no mundo, atrás da China e da Índia

O gráfico abaixo, disponibilizado pelo International Fuel Quality Center (IFQC), mostra a qualidade do Diesel consumido no planeta. Observe que a Petrobrás comercializa no Brasil o pior diesel do mundo, colocando o país no 66º lugar no ranking mundial, ao lado de países subdesenvolvidos.

Limites de Enxofre no Diesel Fonte: International Fuel Quality Center (IFQC)

Clique na imagem para ampliá-la.
Veja matéria completa aqui.

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Logo quem!

Dirceu sai em defesa da empresa
Alegando tratar-se de uma sórdida campanha da oposição para atingir a Petrobrás, José Dirceu sugeriu que determinados setores da sociedade deveriam ser mais responsáveis com uma empresa desse porte ao influenciarem a cotação de suas ações no mercado. Será mesmo intriga da oposição? Onde conseguem tanto enxofrre para sabotar o diesel da petrobrás? São os opositores os responsáveis pelo preço exorbitante da gasolina no mercado? A empresa foi recentemente:

Excluída do ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial) da Bovespa

Impossibilitada pelo Conar de fazer propaganda se dizendo ambienalmente responsável.

E agora se desliga do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social.

Será que é mesmo tudo intriga da oposição ou uma mera coincidência? Ou seria melhor aceitar a opinião ilibada do senhor José Dirceu? É bem possível que a atual diretoria da Petrobrás acredite que ele tenha mais credibilidade que o Instituto Ethos, o Conar e os representantes do Ibovespa.

O declínio moral da empresa já é um fato!

Os abutres sentem o cheiro de carniça de longe. O megainvestidor George Soros é um deles. Sabendo que a empresa está com os cofres explodindo de tanto explorar a população, ele acaba de aumentar sua participação acionária na empresa.
Saiba mais aqui.

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Oportunismo Barato.


Petrobrás insiste em explorar a boa fé do brasileiro.

O preço do barril de petróleo chegou ontem à casa dos U$ 34, contra os U$ 147 de julho do ano passado. Entretanto, o preço da gasolina, do diesel e outros derivados do petróleo continuam os mesmos de julho do ano passado. A petrobrás se nega a admitir que não há mais volatilidade do preço do produto no mercado internacional e insiste com a desculpa de recuperar perdas dos últimos anos, segundo o presidente da companhia, José Sérgio Gabrielli.

Enquanto isso, o próprio Ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, continua dando uma de João-Sem-Braço. O ministro, como todos os demais responsáveis pela atual situação dos preços de combustíveis no Brasil, afirmou hoje que há espaço para quedas significativas nos preços, mas alegou não saber se essas reduções poderão ocorrer ainda no primeiro semestre. Isso significa que o governo e a diretoria da estatal pretendem estender ao máximo a exploração do consumidor, que permanece indiferente em relação ao assunto.




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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

População permanece indiferente








Apesar da política de exploração do consumidor assumida publicamnte pelo governo e direção da Petrobrás, a população permanece ainda indiferente em relação aos preços exorbitantes dos combustíveis, apesar da queda de preços no mercado internacional. É como ir à padaria, comprar seis pães e pagar por doze. Ao questionar o dono da padaria, o mesmo responderia que tem planos de investimento em novas instalções e que pretende abrir novas filiais. Por este motivo, estaria cobrando dobrado por seus produtos por tempo indeterminado.

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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

O jogo sujo da Petrobras na América Latina

Exploração da mão-de-obra local, danos ao meio ambiente, desrespeito a comunidades indígenas e camponesas, além de violação dos direitos dos trabalhadores. Uma folha corrida como essa poderia ser facilmente atribuída a qualquer transnacional atuante em países em desenvolvimento. Mas tal histórico de abusos agora deve, também, ser contabilizado na conta da Petrobras.

A Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase), por meio do Projeto Brasil Sustentável e Democrático, lançou recentemente o livro-denúncia Petrobras: integración o explotación? (Petrobras: integração ou exploração?), obra em cujas 130 páginas estão descritos os impactos decorrentes da atuação da estatal brasileira de petróleo em cinco países da América do Sul: Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador e Peru. Curiosamente, não existe ainda uma versão em português da obra.

Link para a matéria

Baixe o livro em pdf aqui.

A Rede Brasileira de Justiça Ambiental também divulga as denúncias acima.

Visite!

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