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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Petorbras e os Manos



“Duas empresas de fundo de quintal receberam
8,2 milhões de reais da Petrobras, em 102 contratos”


O hip hop da Petrobras é de MV Bill. Ele canta: “Sou rapper bem! Sou aliado dos manos”. Eu pergunto: quais manos? Algumas semanas atrás, a CPI da Petrobras recebeu uma planilha contendo os contratos assinados pelo departamento de marketing da empresa. Os contratos cobriam só um ano: 2008. E cobriam só uma área da empresa: a área de abastecimento, que até abril deste ano era chefiada pelo petista baiano Geovane de Morais, nomeado por outro petista baiano, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli.


Uma das empresas incluídas na planilha encaminhada à CPI despertou meu interesse: R.A. Brandão Produções Artísticas. Em 2008, ela ganhou mais de 4,5 milhões de reais da Petrobras, em 53 contratos. Ela fez de tudo: de cartilha sobre o meio ambiente (98 000 reais) até bufê em obras de terraplanagem (21 000); de dicionário de personalidades da história do Brasil (146 000) até “design ecológico em produtos sociais” (150 000).


MV Bill, o “aliado dos manos”, surgiu nesse momento. Em 2007, ele publicou Falcão: Mulheres e o Tráfico, editado pela Objetiva. O livro é assinado também por Celso Athayde, seu empresário e seu parceiro numa ONG: a Central Única das Favelas – Cufa. A particularidade do livro é a seguinte: seus direitos autorais, em vez de pertencerem a MV Bill e a Celso Athayde, pertencem à fornecedora da Petrobras, a R.A. Brandão Produções Artísticas.


Perguntei a Roberto Feith, da Objetiva, o que MV Bill tinha a ver com a empresa contratada pela Petrobras. Ele se negou a responder. Uma repórter de VEJA fez a mesma pergunta à assessoria de MV Bill, que atribuiu a Celso Athayde a responsabilidade integral pelo projeto do livro. Celso Athayde, por sua vez, ao ser indagado desligou o telefone. Como canta MV Bill, em Como Sobreviver na Favela: “A terceira ordem é boca fechada, que não entra mosca e também não entra bala”.


A R.A. Brandão Produções Artísticas está registrada em nome de Raphael de Almeida Brandão. Ele tem 27 anos. O capital da empresa, segundo a Junta Comercial, é de 5 000 reais. Como uma empresa dessas, de fundo de quintal, conseguiu ganhar 4,5 milhões de reais da Petrobras é uma pergunta que tem de ser respondida pela CPI. Trata-se de uma empresa de fachada? Ela é controlada por MV Bill e Celso Athayde? Ela realmente recebeu pelos direitos autorais de Falcão: Mulheres e o Tráfico ou limitou-se a fornecer notas frias aos seus autores? Nesse caso, ela forneceu notas frias aos “manos” da Petrobras?


Mas há um fato ainda mais escabroso. A R.A. Brandão Produções Artísticas está sediada na casa de Raphael de Almeida Brandão. No mesmo local está sediada também uma segunda empresa: a Guanumbi Promoções. De acordo com os documentos da CPI, a Guanumbi Promoções recebeu – epa! – 3,7 milhões de reais da Petrobras. Somando as duas empresas, portanto, foram mais de 8,2 milhões de reais, em 102 contratos. Na maioria das vezes, elas emitiram notas para os mesmos eventos, com as mesmas datas. Foi assim no caso de uma festa em Mossoró, no Rio Grande do Norte, de um evento de Fórmula Indy, em Indianápolis, e de um agenciamento do Hotel Blue Tree, para a Fórmula 1, em que uma empresa faturou 159 000 reais e a outra faturou
146 000 reais.


MV Bill sabe como sobreviver na favela. Ele sabe melhor ainda como sobreviver na Petrobras.


Por Diogo Mainardi

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segunda-feira, 22 de junho de 2009

Gabrielli e Seu Passado Obscuro

José Sérgio Gabrielli, o Presidente da Petrobras concedeu uma longa entrevista à Isto é Dinheiro esta semana. Como é de praxe, a entrevista foi puclicada no Blog da Petrobras. Apesar do alarde em torno da tão mal fadada transparência de sua gestão, Gabrielli foi bastante vago quando instado a falar de seu passado. Acompanhe uma parte da entrevista abaixo:

Entrevistador: Fala um pouquinho para gente também do seu papel na criação do PT. O senhor foi da ficha número 15, número 50, como era a sua linha política naquele momento?
Sergio Gabrielli: Eu morei cinco anos fora do Brasil, voltei em 1980.
Entrevistador: Morou exilado?
Sergio Gabrielli – Eu fui expulso da universidade pelo exército. Eu fui jornalista e fui expulso da redação pelo exército, então eu fiquei sem condições de sobreviver(?).
Entrevistador: Mas o senhor foi estudar não é isso?
Sergio Gabrielli: Fui estudar. Eu fiquei sem condições de sobreviver(?). Fiz mestrado aqui no Brasil, terminei em 76, fui demitido dos jornais em 71, fui condenado em 73, cumpri pena…(?)
Entrevistador: Cumpriu pena? Conta um pouco para gente.
Sergio Gabrielli: Fui condenado, cumpri seis meses de prisão.
Entrevistador: Na Bahia?
Sergio Gabrielli: Na Bahia.
Entrevistador: Saiu e depois foi estudar fora?
Sergio Gabrielli: Fui estudar nos Estados Unidos, com bolsa americana. Sem contatos com o Brasil.
Entrevistador: Com bolsa americana?
Sergio Gabrielli: Com bolsa americana.
Entrevistador: Eles não sabiam?
Sergio Gabrielli: Eles sabiam. Tinha cinco anos fora sem vínculos econômicos com o Brasil.
Entrevistador: E quando o senhor voltou?
Sergio Gabrielli: Quando voltei entrei na universidade, voltei a dar aula. Voltei depois da anistia. Lá fora mantive minha militância política, sou militante político antigo.
Entrevistador: Quem eram as suas principais relações na esquerda do PT?
Sergio Gabrielli: Eu fui condenado por ser membro da Ação Popular Marxista-Leninista (APML).
Entrevistador: Teve ação específica? Qual foi?
Sergio Gabrielli: Não teve ação militar.
Entrevistador: A prisão foi com alguma alegação?
Sergio Gabrielli: Algumas vezes. Eu não quero falar sobre isso, mas fui preso várias vezes, foram oito. "Mas eu acho que não é relevante falar sobre isso".
Entrevistador: Mas eu acho importante para um perfil de uma pessoa, dizer o que conhece.
Sergio Gabrielli: Voltei e no início do PT, em 80, conheci o Lula, o Wagner, fazia parte de um grupo fundador do PT, cuja primeira direção foi em 81. Fui diretor em 84, fui candidato a deputado federal em 82.
Entrevistador: Sempre na Bahia?
Sergio Gabrielli: Sempre na Bahia. Depois fui candidato a vice-prefeito em 86 e depois fui candidato a governador em 90.
Entrevistador: E quando o senhor abandonou o Marxismo-Leninismo? Ou ainda não abandonou?
Sergio Gabrielli: Na minha formação teórica eu acho que o Marxismo-Leninismo – Leninismo nem tanto, eu nunca fui muito Leninista – mas o Marxismo é um instrumento teórico interessante. Eu diria que minha formação teórica, como economista, envolve um pouco do “Marx”, que é uma formação eclética. Eu trabalhei muito com desenvolvimento regional e com empresas estatais na minha vida acadêmica. Então minha vida acadêmica envolve uma formação teórica forte sobre teoria econômica, história e desenvolvimento. Portanto é uma formação de economia política. E, do ponto de vista da experiência de gestão, de uma empresa do tamanho da Petrobras, ninguém pode dizer que teve experiência maior do que essa em nenhum lugar do mundo, porque é única. Pelo menos pelo tamanho e a importância dela para a economia local…
Entrevistador – Uma cultura muito forte?
Sergio Gabrielli: Uma cultura forte. Ela é única. Mas iniciei minha vida profissional fazendo projetos, trabalhei muito tempo com assessoria a projeto robusto em gestão. Fui gestor de uma fundação que trabalhava com projetos de apoio a pesquisa e desenvolvimento científico tecnológico. Minha formação, digamos, pré-Petrobras é "teórica".
Entrevistador – O senhor acha que isso vai ser questionado na CPI?
Sergio Gabrielli: Eu acho que vai.
Entrevistador: Porque muitos dizem sobre a ingerência política.
Sergio Gabrielli: Eu diria o seguinte: eu entrei na Petrobras como diretor financeiro, em 2003. A acusação inicial era que um ilustre desconhecido baiano, com todo preconceito que o baiano tem. E eu fui muito ousado. Eu com dois dias como diretor financeiro estava em Nova York, Londres, Tóquio, Milão. Eu fiz no primeiro ano mais de 1.500 reuniões no mercado com investidores.
Entrevistador: Em 2003 quando o senhor assumiu, qual era o valor de mercado? O senhor se lembra mais ou menos?
Sergio Gabrielli: 15 bilhões de dólares. Continuando, então em 2004/2005 eu passei a ser o melhor gestor financeiro do país. Ganhei prêmio de diretor financeiro latino-americano, ganhei prêmio de melhor executivo da área de petróleo ano passado em Londres, fui escolhido o homem do ano em Nova York…
Entrevistador: Ninguém lembrava que o senhor era baiano.
Sergio Gabrielli: Esqueceram que sou baiano.

Omissão da Realidade


Nesta, em outras entrevistas e em várias matérias do blog, Gabrielli passa a idéia de que todo o crescimento da Petrobras nos últimos anos é um mérito exclusivamente seu. Ele se esquece de citar os projetos que encontrou em andamento, inclusive os avançados estudos da área do pré-sal. Gabrielli omite ainda que o crescimento da Petrobrás não é um fenômeno exclusivo da estatal brasileira, mas envolve todas as indústrias petrolíferas do mundo, como é possível observar no gráfico abaixo:

Praticamente todas as empresas petrolíferas do mundo tiveram grande valorização após a invasão do Iraque pelos Estados Unidos em 2001. Os preços das commodities dispararam, elevando o valor de mercado de praticamente todas as companhias do setor. O valor de mercado da Petrobras simplesmente acompanhou a tendência de outras companhias. Há de se considerar ainda que a Petrobrás foi praticamente a única empresa do setor a anunciar a descoberta de grandes reserevas. As outras companhias não podem contar com as expstativas de exoplorar reservas gigantes como as do pré-sal, fato que impactou positivamente no valor de mercado da Petrobras e não apenas a genialidade administrativa "teórica" do Sr. Gabrielli.

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quinta-feira, 4 de junho de 2009

Petrobras cria blog para se defender de denúncias da CPI


Na quarta-feira (3), a Petrobrás criou na internet “um novo espaço para apresentar fatos e dados, inclusive sobre as questões relativas à Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado Federal”, conforme diz nota da empresa.
Segundo a área de comunicação corporativa da Petrobrás, no endereço www.petrobras.com.br/fatosedados o público vai encontrar informações, números, conteúdos complementares, além de indicação de sites relacionados aos temas. A empresa abre também a possibilidade para comentários e enquetes. A ideia é identificar novos assuntos a serem tratados e conhecer opiniões.
Na nota, a empresa destaca que “a abertura deste canal de comunicação ressalta a atuação socialmente responsável da Petrobras em respeito aos seus públicos e à sociedade, além de reiterar o compromisso da companhia com a transparência”.
Ao invés de refutar comentários feitos no Programa do Jô, a área de comunicação da estatal bem que poderia aproveitar este importante espaço para esclarecer alguns fatos ao público, tais como a captação de U$ 10 bilhões junto ao governo chinês, em troca do fornecimento de 200 mil barris de petróleo por dia durante dez anos. Informar que o acordo equivale ao comprometimento de dez por cento da produção no Brasil e de acordo com especialistas, cada barril sairá por menos de U$ 13, um verdadiro negócio da China. (para os chineses). Seria interessante ainda saber até que ponto este acordo interfere na auto suficiência do país ou quanto petróleo o Brasil terá que importar para garantir o cumprimento deste acordo, ou ainda, a que preço a Petrobrás irá importar petróleo, caso necessário.
A direção da estatal poderia aproveitar o espaço para esclarecer a sua interferência no desenvolvimento do Novo Marco Regulatório que irá determinar as novas regras de exploração das jazidas do pré-sal e revelasse ainda com exatidão qual o montante das reservas descobertas até agora. Uns falam em 70 bilhões de barris, outros em 100 bilhões e há até aqueles que cogitam a possibilidade de haver 200 bilhões de barris. Estes esclarecimentos, entre outros, seriam bem vindos neste momento e poderiam conferir de fato mais transparência à gestão da estatal. Fora isso, os blogs do Paulo Henrique Amorim, do Luiz Nassif, do Azena (vi o mundo), ou mesmo o blog do José Dirceu já são suficientes para defender as falcatruas da estatal. Não precisava gastar dinheiro público com mais esta peça, considerando que o blog é Wordpres, logo, espaço gratuito.

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quinta-feira, 28 de maio de 2009

Petrobras usa aditivos e dobra valor de contratos, aponta TCU.


Um gasoduto e uma plataforma, que tinham sido orçados em R$ 1,8 bi, têm custo efetivo chegando a R$ 3,6. Investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) aponta que a Petrobras, protegida por um regulamento próprio, tem usado com frequência contratos turbinados por termos aditivos que elevam custos de obras e serviços da estatal. Mesmo quando não há aditivos, há estouros de orçamento de mais de 50% dos valores iniciais programados. É o que acontece com um gasoduto e uma plataforma, orçados em R$ 1,8 bilhão, cujo custo já chega a R$ 3,6 bilhões.O aditivo é uma espécie de anexo ao contrato original. Pode ser usado para multiplicar os valores de obras e serviços e, assim, engordar os pagamentos às empreiteiras contratadas pela estatal, muitas delas sem licitação. Em apenas uma dessas obras, a construção e montagem do gasoduto Urucu-Coari-Manaus, no Amazonas, dois contratos que somavam R$ 1 bilhão foram "aditivados" em mais R$ 612 milhões. Em outro projeto, destinado a modernizar o sistema de produção da refinaria de Duque de Caxias (RJ), ao longo dos 780 dias em que vigorou o contrato foram assinados 24 termos aditivos - praticamente um por mês.O uso dos aditivos é apenas uma das irregularidades constatadas por auditores do TCU em cinco dos mais importantes e dispendiosos projetos da Petrobras. Os relatórios de auditoria que revelam os orçamentos dos projetos da estatal foram enviados ao Congresso pelo TCU. Depois de iniciadas as obras, os preços vão muito além daqueles previstos inicialmente pela Petrobras.Além dos aditivos, as auditorias mostram casos concretos de superfaturamento. Num deles, serviços idênticos, numa mesma obra, tiveram diferença de preço de 2.000%.Os aditivos ao projeto do gasoduto Urucu-Coari-Manaus foram incluídos em dois projetos da obra. Um deles refere-se a serviços de readaptação do gasoduto no trecho Urucu-Coari. O valor do adendo, nesse caso, foi de R$ 49,39 milhões. O aditivo que mais chama atenção, entretanto, integra o contrato de construção e montagem do gasoduto até Manaus, que fez o valor saltar de R$ 666,7 milhões inicialmente previstos para R$ 1,2 bilhão.No caso da refinaria de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, houve aditivo até para acabar com greve dos operários da obra. A empresa encarregada é a Iesa Óleo & Gás S/A, investigada pela Polícia Federal na Operação Águas Profundas, destinada a mapear fraudes em licitações da Petrobras. Nessa operação, funcionários da companhia chegaram a ser presos sob a acusação de receber propina de empreiteiras.Nos relatórios, os auditores do TCU afirmam que o pagamento de custos adicionais ao contrato original é fruto de inconsistências e alterações no projeto básico e de acréscimo de serviços durante a obra.Outra obra tocada pela Petrobras em que os auditores apontam irregularidades graves é a construção do gasoduto Cacimbas-Catu, entre o Espírito Santo e a Bahia. A obra é patrocinada por recursos do governo chinês, que condicionou o financiamento à escolha da petrolífera Sinopec, também chinesa, para executar o empreendimento.Condição aceita, criou-se uma sociedade de propósito específico para executar o projeto. No papel, é uma empresa privada sem relação societária com a Petrobras. Mas os técnicos do TCU observam que, na prática, é a estatal brasileira que controla as operações da obra, à exceção de uma - os pagamentos. Tudo isso para acabar terceirizando o serviço para empreiteiras brasileiras, contratadas por meio de processos seletivos mais simples que os realizados pelo poder público. Os contratos com as empreiteiras nacionais somam mais de R$ 1,2 bilhão.Como na prática é uma obra da Petrobras (existe um acordo para que a estatal adquira o gasoduto depois de pronto), os técnicos do TCU analisaram os contratos como se estivessem examinando uma obra pública.O relatório aponta superfaturamento de R$ 266 milhões na obra. Um exemplo é a contratação de serviços de escavadeira em dois trechos da obra. Num deles, de 183 quilômetros, o custo foi estimado em R$ 1,58 milhão. Em outro, com 171 quilômetros, a conta foi de R$ 10 milhões. A diferença é de 534%. Em aplicação de manta asfáltica em dois trechos diferentes, os auditores detectaram diferença ainda maior: 2.400%.Os problemas se estendem à construção da plataforma P-56. Os auditores reclamam da ausência de licitação e do fato de a Petrobras ter "clonado"o contrato de uma outra plataforma, a P-51, no qual já haviam sido detectadas irregularidades.Na refinaria Abreu e Lima (PE), os auditores apontam superfaturamento de pelo menos R$ 81,5 milhões só em obras de terraplenagem. As primeiras suspeitas sobre a obra já haviam surgido na operação da PF que investigou a Camargo Corrêa. Segundo o TCU, a Petrobras chegou a pagar 1.010% a mais por alguns serviços.
Christiane Samarco e Rodrigo Rangel, O Estado de São Paulo - BRASÍLIA

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segunda-feira, 27 de abril de 2009

Só as palavras não bastam.Tem que desenhar!


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"Estamos em um processo de recuperação de perdas. Esta recuperação será demorada, mantidos os atuais parâmetros" José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobrás.

"Quando aumentamos o diesel e a gasolina em maio de 2008, o barril de petróleo estava ainda bem longe dos US$ 140 a que chegou depois. E neste período não repassamos este valor. Acumulamos uma perda que ainda está sendo compensada". Paulo Roberto Costa, diretor de abastecimento da Petrobrás.

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quarta-feira, 15 de abril de 2009

Arrogãncia de Gabrielli e Dilma Roussef


Apesar da situação gritante da queda do petróleo no mercado externo, o presidente da Petrobrás alegou nesta quinta feira que "quem dita uma possível redução nos preços dos combustíveis é o mercado externo" O que está faltando para que ele e o governo percebam que um barril de petróleo de U$ 147 não é a mesma coisa que um de U$ 48?
Sobre as reivindicações dos caminhoneiros para que baixem o preço do diesel (58% acima da média mundial), Gabrielli afirmou cinicamente que "a Petrobrás não sofre pressão alguma". Será que ele se esqueceu que a Petrobrás detém praticamente o monopólio do refino e distribuição do combustível no país? O presidente da estatal ainda foi arrogante: "não vendemos combustíveis para caminhoneiros, mas sim para as distribuidoras".
Não acabou ainda. Completamente alheio aos interesses do consumidor, Gabrielli ainda faz pouco da inteligência alheia. Segundo ele, "a Petrobrás não reajusta os preços olhando o valor do presente, mas sim do futuro" Será que ele achou uma bola de cristal enquanto perfurava as reservas do pré-sal ou é mesmo pura cara de pau?
Veja a matéria aqui.

Caminhoneiros endividados precisam se humilhar para que o governo lhes garanta um direito legítimo.
Representantes da categoria se reuniram com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, reivindicando uma redução de pelo menos 30% no preço do óleo diesel. "Realmente, o preço do diesel está impactando demais a economia. Já está na hora de a Petrobrás mexer nesse valor", concordou a pré-candidata à presidência, que também é presidente do Conselho da Petrobrás.
Apesar da realidade do mercado, a ministra ainda demonstrou relutância em ceder aos apelos dos caminhoneiros. "Trinta por cento não dá, mas vamos ver o que é possível fazer" Começou a barganhar, apesar de estar cansada de saber que 60% do preço do diesel no Brasil ficam com a Petrobrás e suas distribuidoras. Ainda empurrou mais um pouco a situação com a barriga, a exemplo de Lula e Gabrielli: "Não garanto que seja agora, este mês, mas quem sabe no mês que vem, mas vai ter de mexer nesse preço" completou. Na verdade, o governo pretendia reduzir os preços apenas no ano que vem, visando "lucrar" com os preços altos por mais tempo e depois "lucrar" eleitoralmente com a tardia redução dos preços.
Veja a matéria aqui

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domingo, 5 de abril de 2009

Lula, Lobão e Gabrielli comemoram lucro fácil


Vão continuar empurrando os preços com a barriga!!!

O trio comemora mais uma façanha com o dinheiro do trabalhador (e do desempregado).
Nem mesmo o alto índice de demissões no país parece sensibilizar o governo na questão dos preços dos combustíveis. É sabido o impacto destes preços em toda a cadeia produtiva e que a redução nos preços agora minimizaria bastante os efeitos da crise no mercado interno. Mas o governo prefere manter a política gananciosa do lucro fácil a ter que encarar estes fatos. Parecem não se contentarem com o lucro líquido de R$ 33 bilhões no ano passado, que por sua vez foi 58% maior que o do ano anterior. Apenas os acionistas, o caixa do governo e o caixa da estatal se beneficiam dos resultados da atual política de preços mantida pelo Presidente Lula, o Ministro das Minas e Energia, Edison Lobão e o presidente da Petrobrás, José Sergio Gabrielli. Este anunciou ontem que a estatal não precisará captar U$ 4.5 bilhões que estavam previstos para este ano, por conta da "folga" nos lucros. O negócio tá bom pra eles mesmo. No plano de negócios da companhia, os cálculos de investimentos, custos e financiamentos foram realizados com base em um barril a US$ 37 médios, que, nas contas da estatal, garantiriam fluxo de caixa de US$ 10 bilhões este ano. Enquanto isso, a empresa mantém os preços do ano passado no mercado interno, ignorando a forte queda da commodity, que há absurdos dez meses caiu de U$ 147 para a média dos U$ 40 atuais. Isso sem considerar os custos de produção da estatal, na casa de U$ 14 por barril. Deixar de repassar essa queda para o consumidor parece mesmo um crime. Uma grande covardia para com o trabalhador. Tanto que a pergunta agora não é mais quando a gasolina vai baixar, mas sim quando e como o governo e a Petrobrás pretendem devolver o dinheiro que estão tirando do bolso dos trabalhadores.

Clique aqui para ver a notícia.

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sábado, 4 de abril de 2009

Mar de Lama

A questão dos preços altos dos combustíveis parece estar servindo apenas para desviar o foco de outros graves problemas no governo e na direção da Petrobrás. A começar pelo diretor da Agência Nacional do Petróleo (ANP) Victor Martins, irmão do ministro da Propaganda de Lula, Franklin Martins. O diretor da ANP está sendo investigado pela Polícia Federal como suspeito da chefiar um esquema de desvio de R$ 1.3 bilhões da Petrobrás. Ele e sua esposa são ainda proprietários de uma pequena consultoria em Vitória, E.S, cujo contrato com prefeituras como a de Vila Velha lhe rendeu R$ 270 mil só em 2007. A Análise Consultoria e Desenvolvimento LTDA presta um tipo de serviço interessante: dá dicas de como aumentar recebimento de royalties do petróleo para os municípios e ensina como incluir outros municípios. Será que alguém está se beneficiando de informações privilegiadas? O diretor da ANP apresentou uma conta SC (se colar) de R$ 1.3 milhões em royalties a Petrobrás, sendo que deste total, R$ 260 milhões seriam pagos à sua empresa a titulo de honorários. É bom lembrar que não se sabe como ficou a situação dos treze presos pela PF na Operação águas Profundas, acusados de superfaturar contratos com a Petrobrás. Desta operação surgiram novos indícios de irregularidades, de onde se originou a Operação Royalties, que antes de começar a efetuar as prisões foi desmantelada. Alguns delegados foram promovidos, outros transferidos e não se fala mais nisso.
Clique aqui para ver o SC (se colar).

Enquanto isso, veja no gráfico abaixo a evolução dos preços dos
combustíveis no Brasil, em comparação a Europa e EUA.

Clique na imagem para ampliá-la!

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sexta-feira, 3 de abril de 2009

Fazendo graça por conta da indiferença dos brasileiros.


Os acionistas festejam os lucros, a Petrobrás faz planos com o dinheiro do povo e o governo sustenta o superávit explorando a boa fé do brasileiro. O negócio está tão bom que o presidente resolveu se promover no exterior, à custa do trabalhador. Lula prometeu liberar o dinheiro público para o FMI, para que o fundo possa emprestar a países pobres, para que possam melhorar suas escolas, hospitais e estradas. "Você não acha chique o Brasil emprestar dinheiro para o FMI?", ironizou Lula em entrevista.

Veja aqui.

Apesar da estabilidade nos preços do petróelo estar se mantendo na casa dos U$ 50 o barril, o presidente da Petrobrás José Sergio Gabrielli voltou a descartar a possibilidade de reduzir os preços no mercado interno. O presidente da estatal voltou a alegar que não baixou os preços quando o barril atingiu U$ 140, ignorando que este patamar de preço não durou nem um mês. Por este motivo, afirmou que não vai baixar agora em virtude da "enorme volatilidade".
Enquanto isso, uma alternativa vem sendo estudada, caso a situação se torne insustentável e a Petrobrás seja forçada a rever os preços em virtude da realidade do mercado. O governo avalia a possibilidade de aumentar a CIDE (contribuição de intervenção do domínio econômico). Assim, os preços dos combustíveis permaneceriam do mesmo jeito que estão. Só de pirraça.
Veja aqui.

Acompanhe nos gráficos abaixo a farsa nos argumentos da direção da Petrobrás para os preços no mercado interno e como se comportam os preços no mercado americano.

Comportamento dos preços no mercado interno

Clique na imagem para ampliá-la!

Comportamento dos preços no mercado americano

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segunda-feira, 30 de março de 2009

Mais motivos para baixar o preço da gasolina

Agora é a vez do álcool. Ao contrário da gasolina brasileira, o álcool, como todos os demais produtos, está sujeito às leis de mercado. O produto sofreu uma nova queda nas vendas das usinas paulistas para as distribuidoras de combustíveis na semana passada, forçando uma queda significativa nos preços. Em 26 de fevereiro o álcool hidratado era negociado a R$ 0,8208 o litro, nas operações livres dos impostos. Na semana passada, o preço médio era de R$ 0,5926 o litro, um recuo equivalente a 27,8% no período. Uma queda considerável que impacta positivamente no preço da gasolina,considerando os 25% de álcool misturados ao combustível. Uma ótima notícia para a Petrobrás, que conta ainda com o a estabilidade nas cotações do dólar e petróleo. O consumidor continua sendo explorado pela Petrobrás, que insiste em adiar decisão de baixar os preços dos combustíveis.

Garbrelli e Lula acenam para os consumidores!O governo com as mãos sujas!


Ruim para o comsumidor, bom para os investidores internos e estrangeiros. Num cenário de petróleo barato, álcool barato, dólar estável e gasolina absurdamente cara, não é precciso ser nenhum expert em mercado para deduzir que a Petrobrás está levando muita "vantagem". Os investidores estrangeiros, que não são trouxas, tratam de comprar mais ações. O investidor George Soros é um deles e acaba de aumentar participação na Petrobras, aproveitando a generosidade do governo e do presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli para com os acionistas, em detrimento do consumidor interno. Não é à toa que George Soros se tornu agora o segundo maior detentor de ADRs da Petrobras.


Clique aqui para ver a notícia.

George Soros, clique aqui.

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sexta-feira, 27 de março de 2009

Brasileiro está sendo duplamente enganado!



Após peitar o senado, afirmando que não vai baixar a gasolina nem o diesel, apesar de todas as evidências apontadas pelos senadores, o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli ainda foi irônico ao afirmar que a gasolina no Brasil é mais barata que água. Gabrielli culpou os impostos e os distribuidores pelo alto preço no mercado. Para quem não sabe, a BR é a maior distribuidora no país e pertence à Petrobrás. O governo arrecada maior parte dos impostos, pois é sócio da Petrobrás que é dona da BR distribuidora. Logo, o governo acumula lucros de todos os lados. Na realização da Petrobrás, nos impostos que arrecada e no lucro obtido pela BR. Mas qual o motivo de tanta ganância, tanta negligência com o consumidor? simples. O governo e a direção da Petrobrás forçam este cenário com vistas à um projeto maior.

Parte do projeto consiste em manter os preços altos ao longo deste ano, mesmo após Gabrielli ter reconhecido em reunião com acionistas um horizonte de preços estáveis este ano, na casa dos U$ 37 o barril. O cenário sugere que o governo e a direção da estatal ajustem os preços apenas no próximo ano, aproveitando para iniciar a campanha eleitoral explorando o fato. Isso mesmo. O anúncio será feito com toda a pompa e circunstância pelo presidente Lula, pela ministra Dilma Rousseff e pelo presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli. Este último também pega carona no bonde eleitoral do preço baixo. Seu sonho é o cargo de senador pelo estado da Bahia e seu mote será "O homem que baixou o preço da gasolina". isso significa que o consumidor está bancando os planos de perpetuação no poder dessa gente. A grande massa sem acesso à informação irá aplaudir a bondade do governo.

. Por que os outros partidos não se pronunciam sobre este verdadeiro golpe? Onde está a oposição e os meios de comunicação para denunciar um absurdo desses? Simples. Os governadores, oposição ou não, não querem queda na arrecadação com a queda dos preços dos combustíveis. Todos os partidos estão calados por este motivo. É preciso lembrar ainda que a Petrobrás e suas empreiteiras, a exemplo da Camargo Corrêa, são os maiores doadores de dinheiro aos partidos no Brasil. Os meios de comunicação não se pronunciam de modo mais veemente pelo simples fato de a Petrobrás e o governo serem os maiores anunciantes do país. Caso a população permaneça indiferente à tudo isso e não se mobilize, assistiremos de camarote a mais este triste e inescrupuloso espetáculo da corrida pelo poder. E pior: pagando caro na bilheteria.

Enquanto isso, a Petrobrás tenta negar superfaturamento em obra da Camargo Corrêa

A Estatal divulgou nota informando que a empresa iniciou processo de defesa e contesta as irregularidades apontadas. Segundo a PF, a construção da refinaria Refinaria Abreu e Lima foi orçada em R$ 429, 2 milhões. Para a PF, pode ter havido corrupção e superfaturamento no contrato. O Tribunal de Contas da União indica prejuízo de R$ 71,9 milhões ao contribuinte. A auditoria do TCU encontrou 12 indícios de irregularidades na fase de licitação, na contratação do projeto básico e no contrato.


Gabrielli Candidato: clique aqui.

Distribuidora BR: clique aqui.

Superfaturamento Camargo Corrêa. Clique aqui.

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sábado, 21 de março de 2009

Agora é oficial

Será você mesmo, comsumidor, quem irá bancar o superávit do governo e os planos de recuperação da Petrobrás. Para tanto, você será forçado a pagar mais caro pela gasolina por um tempo indefinido. Como já foi dito aqui antes, a Petrobrás pretende manter os preços elevados, contrariando as regras de livre mercado. visando bancar um ambicioso plano de investimentos, que só vai favorecer os investidores estrangeiros e nacionais, a direção da estatal acha justificável que a população pague mais esta conta. José Sérgio Gabrielli não quer mais se expor após sua infeliz declaração“se alguém quiser gasolina por um preço melhor, vá comprar lá fora!”. Agora, quem responde sobre os preços é diretor de Abastecimento da companhia, Paulo Roberto Costa, que desconversou. Lula também não quer mais falar publicamente sobre o assunto, após a queda de sua popularidade junto aos eleitores. Deixou a tarefa para Dilma Roussef,que além de Chefe da Casa Civil, segundo cargo de maior importãncia no país, é também presidente do Conselho da Petrobras. Segundo Dilma, baixar preços dos combustíveis "é uma tarefa complicada".

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sexta-feira, 20 de março de 2009

A pressão começa a produzir resultados

A edição do blog tem recebido várias manifestções de apoio de jornalistas de todo o país à esta iniciativa. E parece que os primeiros resultados começam a surgir. Somente nesta semana, a questão ganhou a imprensa nacional. Até a Globo foi forçada a pronunciar uma "nota da Petrobrás" no Jornal Nacional. Willian Bonner usou seu tom habitual ao receber uma ordem de última hora e leu a nota em voz solene. Lula tem sido pressionado a falar sobre o assunto, sempre tentando se esquivar. José Sérgio Gabrielli, após sua infeliz declaração na qual insinuou que “se alguém quiser gasolina por um preço melhor, vá comprar lá fora!”, jogou a responsabilidade para cima do diretor de Abastecimento da companhia, Paulo Roberto Costa, que por sua vez, jogou a culpa no governo. Pressionado, Costa declarou: "O que não posso baixar são os impostos, que eu não tenho o domínio, o que eu reduziria é na porta da refinaria".
Vamos continuar a denunciar aqui a negligência da Petrobras para com o consumidor e seus direitos. A indignação da população com a Petrobrás e o governo no tocante à política de preços dos combustíveis têm aumentado, desde o início das denúncias aqui veiculadas. A campanha "BOICOTAR: EU VOU" está apenas no ínício e já começa a produzir resultados. Participe. visite http://boicotar.blogspot.com

Veja aqui mais detalhes

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quinta-feira, 19 de março de 2009

Segundo Lula, consumidor é só um detalhe.

Sobre a urgência em baixar os preços dos combustíveis para corrigir a injustiça com o povo brasileiro, o presidente Lula afirmou nesta quinta feira que a prioridade é o Caixa da Petrobrás, ignorando completamente os interesses da população. Sobre a possibilidade de ajustar os preços dos combustíveis seguindo a queda no exterior, Lula afirmou que isso não será feito se for causar algum problema com a Petrobras ou com superávit, "porque a Petrobras contribui muito com o superávit primário do governo" Concluiu.

Leia os detalhes aqui.

veja a sátira sobre esta matéria aqui

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quarta-feira, 18 de março de 2009

Para um país autosuficiente, Brasil tem a gasolina mais cara do mundo!

Apelando novamente para os gráfico, este espaço prossegue denunciando o abuso de poder do governo e da Petrobrás por imporem mais esta "cota de sacrifício" ao povo brasileiro. Acompanhe abaixo o preço da gasolina no mundo:

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