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segunda-feira, 23 de março de 2009

Mais uma Estranha Contradição do Governo


Governo tenta mudar o foco e se contradiz mais uma vez.
Dilma Rousseff nega que a Petrobrás mantenha o alto preço da gasolina para recuperar perdas alegadas pela estatal no passado.
As contradições nas declarações da ministra-chefe da Casa Civil complicaram ainda mais a delicada situação do governo. Neste sábado, 21/03, Dilma Rousseff, que também é presidente do Conselho da Petrobrás, negou que a estatal está mantendo os preços elevados com o objetivo de recuperar perdas. “Não há esse posicionamento da Petrobrás”, afirmou a ministra, garantndo não ser esta a política de preços praticada no Brasil pela estatal.

Veja a matéria clicando aqui.

Curiosamente, apenas um dia antes, o diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, reiterou o que o Presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli vem dizendo há muito tempo. Ao se referir à grande diferença de preços praticados pela estatal aqui no Brasil em relação ao resto do mundo.“A defasagem de preço existe sim. Estamos em um processo de recuperação de perdas. Esta recuperação será demorada, mantidos os atuais parâmetros". Disse Costa repetindo a mesma ladainha que o presidente da companhia vem usando para justificar o abuso nos preços. Observe que as declarações de Dilma Rousseff contradizem completamente os argumentos de Gabrielli e Costa. Detalhe: as declarações foram dadas no Rio de Janeiro. Costa num dia e Dilma no outro.

Veja a segunda matéria clicando aqui.

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sábado, 21 de março de 2009

Algo sujo paira no ar

Quem já está familiarizado com as denúncias contra a Petrobrás veiculadas neste blog deve estar se sentindo indignado. Mas o que explicaria o desvirtuamento de uma empresa como a Petrobrás? Que tipo de objetivo teria o governo e a direção da estatal ao permitir que a imagem da empresa sofresse tanto desgaste perante a opinião pública? Ao que parece, este pode ser parte de um processo que visa prejudicar a imagem da Petrobrás aos olhos do povo brasileiro, anbrindo espaço para que a sociedade passe a aceitar a possibilidade de privatização da estatal.
É claro que esta é uma denúncia muito grave. Mas as autoridades representadas na figura do presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva, do presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli e da presidente do Conselho da Petrobrás, a ministra Chefe da Casa Civil, Dilma Roussef parecem não se importar com o desgaste constante na imagem da empresa.
Primeiro, a questão do excesso de enxofre no diesel. Em seguida, a relutãncia em praticar um preço justo para o consumidor interno. Acrescente-se ao declínio da empresa o fato de ter sido excluída do ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial) da Bovespa. De estar Impossibilitada pelo Conar de fazer propaganda se dizendo ambienalmente responsável, e ainda ter se desligado do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social. Tantos pontos negativos corroboram para as suspeitas de que pode haver algo por trás disso tudo. Uma campanha para destruir a reputação da empresa, articulada com o propósito de viabilizar sua privatização num futuro próximo.
O leitor mais atento pode tentar formular um quadro mais consistente sobre as suspeitas que as denúncias aqui veiculadas levantam ao ler um trecho de uma entrevista concedida pelo presidente da Petrobrás ao portal Terra Magazine.

Terra Magazine - O senhor nem se preocupava quando lia sobre isso nos jornais?

José Sergio Gabrielli - Não. Acho que seria um absurdo privatizar a Petrobras. Mas é minha opinião pessoal. As ações não pertencem à direção da Petrobras. Pertencem, 37%, à União, e 63%, a outros acionistas. No mercado financeiro existem movimentos para a privatização. Eu fui diretor financeiro durante 2 anos, fiz, literalmente, centenas de reuniões com o mercado financeiro e ouvi várias propostas aqui. Do mercado, não do governo.

O prório Gabrielli admite ter feito "centenas" de reuniões com o "mercado" e ouvido várias propostas. Será que estas informações não seriam suficientes para acionar um alarme geral na sociedade?

Clique aqui para ler a entrevista completa.

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domingo, 15 de março de 2009

Entenda por que a Petrobrás não reduziu os preços dos combustíveis.

A direção da empresa, na figura de seu presidente José Sérgio Gabrielli, pretende reverter a perda de valor de mercado da companhia em função da desvalorização do petróleo no mercado mundial. De acordo com o ranking PFC Energy 50, a estatal perdeu 60% em valor das ações na escala relativa a 2008 em comparação ao ano anterior, ficando seu valor de mercado em US$ 96,8 bilhões. Comparando com o segundo trimestre de 2008, o valor de mercado da companhia brasileira estava próximo de US$ 300 bilhões. Isso significa que as ações da Petrobrás perderam valor. Um dos métodos adotados por Gabrielli para recuperar valor de mercado consiste num plano de investimentos de US$ 174,4 bilhões para o período de 2009 a 2013.
Parte deste dinheiro já foi adiantado pela Caixa Econômica à título de um empréstimo de emergência de U$ 2 bilhões. Outra parte dos recursos virão do BNDES (US$ 11,9 bilhões). O restante virá de seu bolso. Isso mesmo. O consumidor pagará mais esta fatura para que os investidores estrangeiros não fiquem no prejuízo. Você deve estar se perguntando de que forma esse dinheiro sairá de seu bolso? A resposta é: Já está saindo. O consumidor está pagando algo entre 60 e 70% a mais do que deveria pelos combsutíveis, pois a petrobrás não repassou a queda dos preços do petróleo no exterior para o mercado interno. Ela continua a vender o produto lá fora de acordo com a cotação no mercado internacional, na casa dos U$ 40. Para o mercado interno, o que vale é o maior preço. A estatal mantém para o brasileiro os preços com base na cotação de julho de 2008, quando o barril atingil U$ 147. Simples, não?
Veja mais detalhes aqui.

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