segunda-feira, 4 de maio de 2009

Manobra suja em andamento.

Fato: a Petrobrás terá que baixar os preços dos combustíves cedo ou tarde, pressionada pela realidade dos baixos preços do petróleo no mercado internacional e a previsão de estabilidade nas cotações ao longo deste ano.
Suspeitas: a equipe econômica estuda uma forma de burlar o consumidor, evitando que o repasse na queda dos preços chegue à bomba. Ao invés de reduzir os preços para o consumidor, o ministério da Fazenda quer elevar a parcela da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide). Desta forma, os preços ao consumidor permaneceriam os mesmos e o governo aumentaria sua arrecadação.

Ninguém quer largar o osso

É possível que o governo esteja contendo a redução dos preços do diesel em função destes estudos. Desta forma, o anúncio da redução dos preços do diesel viria junto com a notícia sobre o aumento na contribuição de impostos sobre a gasolina.

A briga agora é entre a Petrobrás, que reluta em reduzir os preços na refinaria e o governo, que estuda formas de aumentar seus lucros com o comércio de gasolina no país.

"Reunião de picaretas.
Isso [o aumento da Cide] está sendo estudado. Nós vamos levar tempo ainda para tomar essa decisão. É um estudo do Ministério da Fazenda com a Petrobras e o Ministério de Minas e Energia. Estamos verificando a repercussão financeira desta redução de custo do preço da gasolina e do diesel e se isto vai para a Cide, ou não vai para a Cide. Não há uma decisão ainda", comentou o ministro Edison Lobão.

Fazer planos com o dinheiro dos outros é fácil.

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